Távola De Estrelas: Fevereiro 2007

Távola De Estrelas

Poesia Do Céu Da Boca

* Sempre DS*SD erpmeS *

Távola De Estrelas, Poesia Do Céu Da Boca, Para Mastigar Devagarinho, Deve Ser Servida À Noite E Acompanhada Dum Bom Vinho Tinto...

"Wild Is The Wind"

Postado: Luíz Sommerville Junior On segunda-feira, fevereiro 12, 2007 0 Carinhos de Luxo


Sei lá
diz-me o que eu não sei !
desvenda-me uma qualquer quimera
no dobrar deste tombar nocturno
na prega do novelo de linho
com que se tecem os sonhos
e as histórias das nossas utopias
funde-me no acto fértil
das maratonas sanguíneas
somos a olímpiada que comemora
a doce claridade da aurora
qual interpretação sonhada
no adormecer da vigília
sim,
todas as imagens onirícas nos encarnam
no devir duma película hollywoodesca
que connosco se movimenta
quer queiramos , quer não!
sonho nas mãos
dum qualquer universo (in)acessível
com passereles fashion
revestidas de altivez vigilante
qual ecocardiograma da beleza
sublime e atormentada
fantástica e fantasmática
produto, acção,drama e comédia
do nosso parque jurássico
desse mundo perdido em todas as horas
de todos os seres
disponível no movimento transformador
prenhe de energia
jorrando em torrente
as cachoeiras da vida
permanente evolução e renovação
das emoções e sentimentos mais secretos

O ideal dificilmente é compensador
inimigo intimo e privado do bom-senso
e do bom
em fúria guerreira, em batalha constante, frequentemente alucinada
o caos
qual gruta ou subterrâneo
onde se escondem os horizontes
agita as águas dos momentos
supostamente recuperadores
e repousantes

Em pose ensaiada
o polícia , o militar, o médico,o professor
encenam a autoridade
ordenam a imediata retirada
de todos os terroristas mentais
se necessário
a força calafetada
com paixões indecifráveis
dominará as variações emocionais

Felizmente
ouve-se o toque do despertador !
e...finalmente
abrimos os olhos
o dia nasce

Todas as cores, todas as luzes
cintilam no olhar
é bom, é real !

Depois ... se possível ...
porque o desejo é adverso à realidade
soam o piano e a voz
escutamos as canções da nossa memória
numa atmosfera de sonoridades vermelhas
e incomodado pelo prazer
da tua jamais incómoda presença
sou parceiro deste encontro
deste ar tingido
com as aleatórias nuances
da tua perfeita cor

a cor da rosa !

JouElam, O Tecido Das Flores , 2004 in Grupo Sonhos de Poeta