Távola De Estrelas: 2010

Távola De Estrelas

Poesia Do Céu Da Boca

* Sempre DS*SD erpmeS *

Távola De Estrelas, Poesia Do Céu Da Boca, Para Mastigar Devagarinho, Deve Ser Servida À Noite E Acompanhada Dum Bom Vinho Tinto...

Ponto final nas tuas reticências.

Postado: Daniele Dallavecchia On sexta-feira, dezembro 31, 2010 2 Carinhos de Luxo


Amor da minha vida,
amanhã nascerá um novo dia,
é hora de mudar as atitudes,
renovar os sonhos e sentimentos.
Tenho estado entre parênteses no teu coração,
onde um muro talhado, por palavras
desarticuladas, fazem sombra no teu
bem querer... É hora de viver, meu bem!
Colocaste reticências no nosso amor
e nunca mais as tiraste de lá...
A dor que me pára no tempo, estaciona
e estanca toda alegria...
Isso não pode continuar.
Meu peito exige resposta:
- vírgula ou ponto final
na nossa história?
Quantos sinais mais queres
deste meu coração
que só sabe pulsar por ti?
Meu bem, não importa para onde vamos
desde que estejamos unidos
no laço do nosso amor.
Não importa se sou de um jeito
e você do outro, a gente dá certo.
Não importa as distâncias, 
ou a vida curta que teremos,
isto só a Deus pertence,
então, amor, vamos nos permitir!
Quando o novo tempo, 
do novo ano começar,
um ponto final, 
entre nós, a contragosto, nascerá.
Qual amor resiste a tanta rejeição?
É isto mesmo o que quer o teu coração?



Lá vem um bobo coração...

Postado: Daniele Dallavecchia On terça-feira, dezembro 28, 2010 3 Carinhos de Luxo



















Seria mais uma cena banal
se eu não tivesse visto teus olhos brilhantes,
olhos castanhos que me cativaram
por detrás destas lentes...
Esse teu jeito de bom rapaz e esse sorriso
me deixam sem graça, sem coragem...
Do teu lado as palavras se perdem,
meu peito dispara, fico encabulada...
Meu telefone vibra tua mensagem,
e eu me perco o resto do dia...
Tenho medo de que você possa ler meus
pensamentos e ver teu nome mil vezes
escrito em minhas sinapses...
Ah, doido coração, te segura,
será que não tens cura?
Qual lição tu insiste em aprender:
amar é sofrer ou
morrer de amor
é essencial para VIVER?


A ilusão que nos separa

Postado: Daniele Dallavecchia On terça-feira, dezembro 28, 2010 0 Carinhos de Luxo


Um jeito novo de te querer surgiu  no peito,
e aquele amor atordoado, apressado e frágil
adormeceu com a noite que passou, refeito
em partes esquecidas de mim, e não foi fácil

abandonar aquela intensa e antiga realidade.
Um por-de-sol abriu-se em minha alma juvenil ,
dissipando a cegueira daquela acre saudade,
revigorando pirilampos raros de paz e luz anil.

Não há mais solidão nesta espera, compreensão!
A tristeza deixou meus olhos, agora me revejo em ti.
Não há ventania nem folhas secas no meu coração.

Espero a tua confusão passar, meu corpo te sorri,
nada aqui sofre ou padece, fortalece em oração!
A porta que nos separa é uma singela e fina ilusão.


Pingos de mim

Postado: Daniele Dallavecchia On terça-feira, dezembro 28, 2010 0 Carinhos de Luxo



Lá fora cai a chuva, lavando a terra seca,
um suave aroma ascende, inebriando-me
a alma, purificando os meus sentidos...

A sensação de suavidade me contorna
o corpo, girando em espiral, descendo,
levando para longe a antiga dor cultuada.

Tudo agora é calmaria, paz, compreensão.
O que antes não fazia sentido, desdobra-se
perante os novos olhos, clareando minha visão.

Meu bem, não te deixe vencer pelo desespero,
não sou fácil de entender, mas vejo tudo claro,
meu mundo não é o caminho que te aguarda.


Teu Amor

Postado: Daniele Dallavecchia On domingo, dezembro 26, 2010 1 Carinhos de Luxo




Foi preciso conhecer o caos para encontrar 
o Teu amor, ouvir as Tuas palavras, viver
e caminhar na Tua estrada, que de tão certa
e florida, confunde a visão pela beleza estonteante.
Quanta lágrima derramada, quanta luta, quanta
sensação infinita de solidão, quanto escuridão...
Estava cega e perdida, não conhecia a Tua
verdade, Tua bondade infinita, a Tua compaixão.
Mas Tu que és o mais puro amor, a mais inspirada 
canção, estava comigo o tempo todo e eu não via.
Eu não Te reconheci, a Tua luz me cegava, pois
meus olhos estavam acostumados ao breu.
Teu amor me salvou, mostrou-me a fonte de água
pura onde posso beber sem embriagar-me de ilusão.
Meu amor, meu Mestre, faz de mim Teu instrumento,
guia a minha vida, quero ser o Teu orgulho.
És o coração do meu coração, meu maior bem.
Sem Ti, não tenho paz, não sou ninguém.
Sou feliz porque Tu me ensinaste o AMOR!


RECOMEÇO

Postado: Daniele Dallavecchia On domingo, dezembro 26, 2010 1 Carinhos de Luxo


Finalmente vejo surgir no fim
do túnel do meu coração,
um rastro de luz,
uma voz falando em mim...
Trazendo paz, consolação...
A tristeza dissipou-se do meu rosto
e vejo mais bonito o meu semblante,
do que antes persistia ali.
Minha alma sofrida parou
no tempo de ontem,
e nunca mais quero voltar
para a prisão que me cegou.
Teu amor finalmente me alcançou...
Agora confio no que teus olhos já me diziam,
mesmo quando tuas palavras se faziam ausentes
e o lado oculto da vida tudo contradizia.
Você também sofreu, ainda era dia...
Mas hoje, amor, o céu está limpo para nós,
A claridade nos convida para o recomeço.
Deixo a melancolia de lado,
aceito de Deus o abraço.
Sou daquela infelicidade o avesso.
Caminhemos lado-a-lado,
mesmo em estradas paralelas,
porque a vida é MARAVILHOSA!


Linha invisível do nosso amor

Postado: Daniele Dallavecchia On sábado, dezembro 25, 2010 0 Carinhos de Luxo








































Noutro tempo, meu amor,
o entendimento não me alcançaria.
Foi preciso verter um mar de lágrimas
para aprender a viver o essencial.
O amor é um sentimento invisível,
não se pode ver e, às vezes,
não se é permitido tocar.
Aprendi a senti-lo e a te sentir na alma.
Quando quero ver teu rosto,
procuro a estrela companheira da lua,
a fixa e majestosa estrela do amor,
sei que tu a olhas também, procurando-me.
Quando estiveres triste, lembra de mim,
lembra que te abraço com olhos cheios de amor.
Se a dor for muito insuportável,
deita no meu colo imaginário e dorme o
sonho de um novo dia.
Quando a solidão for tamanha
que teu peito ache intragável,
procura-me entre os teus poros,
teus pensamentos, teus pelos,
estarei em cada parte tua,
porque somos feitos da mesma carne.
Não existe lugar agora para nós,
e qual grande amor não padeceu assim?
Meu tudo, eu sempre amarei você!
E não há oceano, montanha ou tempestades
que  nos impeçam de voar através desta linha
invisível que nos une: nosso amor sem fim!



Conversa

Postado: Daniele Dallavecchia On sábado, dezembro 25, 2010 0 Carinhos de Luxo


Perder algo é abrir novos horizontes
Mas quem sabe dar adeus sem dor?
Bom mesmo e agarrar-se ao tempo
necessário para o corpo se despedir,
soletrar amor com novas letras e cores,
beijar a outra face da lua, a nova lua
e amar mil vezes mais, sempre mais.
Nunca desistir de sonhar, renovação!
Abrir o peito puro, ausente do passado,
olhar a vida com os olhos de uma criança,
e ser feliz como se o dia fosse ser o último.


SEMPRE * ERPMES

Postado: Daniele Dallavecchia On sexta-feira, dezembro 24, 2010 0 Carinhos de Luxo


A vida de tão curta dispensa perguntas,
agarra-se ao presente, esquece o passado,
Pra que pensar no futuro? Será que há futuro?
Cada dia é uma dádiva!
O sol nasce todo dia para nos cortejar:
BOM DIA, VIDA!
A branca luz dos poetas nos vem ninar:
BOA NOITE, AMOR!
 Cada flor tem seu perfume,
cada pessoa tem seu céu particular.
Meu paraíso é você e eu sou a tua paz.

EU AMO VOCÊ!!!

FELIZ NATAL!



FELIZ NATAL

Postado: Daniele Dallavecchia On sexta-feira, dezembro 24, 2010 0 Carinhos de Luxo

Que este Natal possa trazer reflexão 
sobre o AMOR.
O que é o amor?
Vivemos com amor?
O que é mais importante, 
meu amigos queridos, 
do que o amor?


Desejo a todos os meus amigos,
poetas e leitores
do blog Palavras ao Vento... 
Um Natal diferente:
Um Natal com olhos de AMOR, 
AMOR ao próximo,
AMOR em Cristo,
AMOR nos corações,
AMOR nas ações
 do nosso dia-a-dia...

E, lembrem-se:
 " Sem AMOR, nada somos!"
FELIZ NATAL !
FELIZ 2011!
MUITA PAZ, LUZ,
HARMONIA, 
COMPAIXÃO E
MUITO, MUITO
AMOR
AMOR
AMOR
E MAIS
AMOR!


Postado: Daniele Dallavecchia On domingo, dezembro 19, 2010 2 Carinhos de Luxo


Resultado de imagem para relogio de pintores famosos


O tempo me cobra felicidade, 

e a felicidade me pede tempo.


MOINHO DE SOLIDÃO

Postado: Daniele Dallavecchia On sábado, dezembro 18, 2010 1 Carinhos de Luxo




Quantos caminhos
se abrem pra gente se encontrar?
Quantas estrelas
brilham no firmamento pra dizer
que esse amor não morrerá?
Quantos perdões, meu amor, 
tem que ter pra gente se alcançar?
Há qualquer coisa entre nós
que não quer se acabar.
Quantos ais ainda queres me
ouvir chorar?
Meu bem, tudo se acha,
tudo se encaixa no meu caminho,
mas sem você, tudo é tão pouquinho,
tudo não passa de um moinho
fabricando solidão...solidão...


Nem toda história de amor é para ser vivida...

Postado: Daniele Dallavecchia On sexta-feira, dezembro 17, 2010 0 Carinhos de Luxo


Violada em versos viscerais 
do amor  amado,
armado e atormentado.
Quedou na quimera da química
que cada palavra 
ao ouvido continha.
Sonhou, sentiu, sofreu...
duvidou, descortinou, 
desesperou...Deus!
Morreu mil vezes mais...
E compreendeu...
Nem toda história de amor
 é para ser vivida...



Abismo do teu coração

Postado: Daniele Dallavecchia On quarta-feira, dezembro 15, 2010 0 Carinhos de Luxo


Pra que tantas cartas de amor,
tantos versos chorando dor,
se você não entende o sentimento?...
Pra que desperdiçar o sonho,
debruçar-se no assombro,
navegar e se afogar na solidão?...
Pra que me seguir se você
não sabe como ficar,
não sabe se agarrar à felicidade?...
Nossa estrada está enfeitada
com as folhas arrancadas da nossa
história de amor, que não sabe chegar ao fim.
O tempo fecha, cada dia mais rápido,
as portas e janelas da nossa paixão...
E você amor, se perde no abismo
cego do teu coração.



PALAVRAS

Postado: Daniele Dallavecchia On quarta-feira, dezembro 15, 2010 0 Carinhos de Luxo


Palavras, palavras e mais palavras...
Meu amor, 
você não devia ter reparado nas 
palavras, mas nas ações...
Quanto cuidado, quanta dedicação,
entrega repleta de doações...
Ah, coração do meu coração,
você suportaria, calado, no meu lugar?
Quem mais te amaria desse jeito?
Por que só procura, em mim, defeito?
Querido, a lua continua a nos brindar,
você não vê?
O sol continua a cantar os dias,
dia-após-dia,
você tem que crer!
Tudo passa!
O vento arrasta as folhas mortas
da primavera,
há novas flores renascendo
no nosso coração...
Sim, eu disse que não te amava,
era só uma palavra...
Amor, eu te poupava
da tempestade que me arrancava
a sanidade...
Tudo passa...
Só não passa você,
do meu pensamento, 
do meu bem querer...


Meu sentimento...

Postado: Daniele Dallavecchia On quarta-feira, dezembro 15, 2010 4 Carinhos de Luxo



Tem vezes em que me escondo,
no lado inverso do sentimento...
A lua também tem seu lado oculto,
é só uma forma de protecção.
Já andei de mãos dadas,
por muito tempo
com a ilusão.
Gosto de ficar sozinha,
me afastar um pouco do mundo,
de todo mundo,
nem que seja por um segundo,
pra encontrar algo em mim,
escondido, lacrado, no mar profundo
da minha emoção...
Quero ter alguém que seja verdadeiro,
que enxergue em mim
além do que os olhos possam ver.
Que diga EU TE AMO logo cedo,
pra que ecoe em mim o dia inteiro.
Na vida tudo é tão breve e ilusório,
e o amor anda tão provisório...
Vejo o ponteiro descontrolado
do meu relógio,
o tempo voa, meu amor...
Quero ficar na tua vida,
mas também quero ser livre,
voando na imensidão desse teu céu...
Quero ser o abraço,
o desejo e o descanso
do teu corpo, quero sim!
Mil beijos, cartas de amor,
flores e tantos carinhos...
Será que você vai saber
cuidar de mim?



SEM SAÍDA NEM JUÍZO

Postado: Daniele Dallavecchia On segunda-feira, dezembro 13, 2010 2 Carinhos de Luxo


Teus dedos deslizam sobre meu corpo,
dedilhando a música da paixão...
Suave é a noite fresca que me envolve,
sem pedir condição.
Sinto-me à deriva, sem defesa,
enfeitiçada por essa tua sedução...
Teu jeito educado, essa tua cultura...
Vasta é a terra de sabedoria que te abriga,
pequena é a terra de juízo que me contém.
Não sou nada, não vejo nada,
fora isso, permito-me embalar pelo compasso
das tuas palavras de amor.
Me solto e deixo envolver
por essa chuva que me lava toda a alma.
Pode levar agora a minha alma!


TEU CORAÇÃO

Postado: Daniele Dallavecchia On domingo, dezembro 12, 2010 2 Carinhos de Luxo



Teu jeitinho infantil me cativa, 
acelera os ponteiros desorientados 
do meu coração.
Não sei se é amor, ou talvez ilusão,
mas quando você toca a minha mão,
o arrepio me percorre o corpo.
Eu nunca quis te afastar,
apenas não conhecia outra maneira,
de te poupar da dor, meu bem.
O verão chega trazendo vida,
dando cor à paisagem desbotada.
Teu amor, presente de Deus,
para alguém tão imperfeita,
desfeita em tropeços, como eu.
Mas é essa tua incondicional
parceria que me faz
esquecer o anormal e 
querer viver em paz!


A música que toca o nosso amor

Postado: Daniele Dallavecchia On domingo, dezembro 12, 2010 5 Carinhos de Luxo


Meu bem, por que tantas dúvidas?
Por que não ouvir agora a música que guia
teu belo coração?
Se somos feitos das mesmas notas,
o que poderia nos separar?
O tempo?
A distância?
Como eu poderia te esquecer
se parte do que sou vem de você?
Perdoa, meu amor, se te confundi,
nunca quis te deixar triste. 
E se, com meus problemas,
tua alma sensível ofendi,
esqueça estes dilemas, 
agarra-te a esta que te ama!
A vida é curta, meu bem, 
tenho poucos anos pra morrer de amor,
cada dia um pouco,
só por você!


A menina que amava o poeta

Postado: Daniele Dallavecchia On quinta-feira, dezembro 09, 2010 1 Carinhos de Luxo















































O que me aperta mesmo o nó da alma,
não é a ausência do homem, 
não é disso que sinto falta,
mas de não receber todo dia
o encanto das cartas 
em forma de poesia.
A palavra que fascina,
que faz melodia,
colorindo meu mundo 
que era preto e branco.
Não ver mais aquelas letras 
se desdobrando
em lindas pétalas de flores 
que atapetavam meus caminhos...
Foi tão triste o fim... 
Me faz morrer aos pouquinhos...
Eu respirava os versos doces,
amargos, saltitantes 
ou enfeitados de sonhos
tão bons de se sonhar...
Mas que, sabiam por si só,
não podiam se realizar...
Ah, como era bom amar o poeta,
como era bom dormir abraçada 
às tantas cartas de amor
que enfeitavam os lençóis, 
que me acolhiam no sono do romance...
O mais lindo amor que tive...
Me ensinou a voar,
a tocar e acender estrelas no céu.
Me ensinou que a vida pode ser linda
se você dançar com as rimas,
brincar com os versos,
beijar as letrinhas que piscam...
Ah, como meu coração foi feliz,
meu coração sem seta,
no dia em que  encontrou-se
com o grande poeta!


Estrela do teu céu

Postado: Daniele Dallavecchia On quarta-feira, dezembro 08, 2010 1 Carinhos de Luxo


Me fizeste estrela fixa no teu céu,
logo eu que era só um satélite,
te rondando noite e dia,
com a admiração de uma adolescente...
Tudo em nós, amor, é tão presente,
na música, nas palavras, na poesia.
As cartas de amor, a dor, a melodia
da minha voz que te embala,
nesse teu desejo louco, nossa sintonia.
Ah, esse fogo aceso de nós dois,
essa chama que nos chama,
reclama o ficar para depois...
Tua fixação, minha contemplação,
tua loucura, minha vida dura,
tua insegurança, minha bonança...
E quando nada mais formos,
além de meras lembranças,
ainda assim,
mesmo que me digam louca,
serei estrela fixa no céu da tua boca.


SOBRE O AMOR

Postado: Daniele Dallavecchia On sexta-feira, dezembro 03, 2010 2 Carinhos de Luxo


























Não sei falar sobre o amor,
embora o tenha tentado em meus poemas,
porque o amor não é para ser falado,
o amor é para ser vivenciado!
Nunca tentei compreender o amor,
pois compreender o amor
é racionalizá-lo, é diminuí-lo,
e amor não é assunto da razão,
é mistério sacro do coração.
O amor está na natureza
e em todo o seu colorido,
encantando-nos a vista e a alma.
Entre o beija-flor que se enamora da flor
e esta, sem protestar, entrega seu néctar.
No vento que nos refresca a fronte
sem nada cobrar... Por amor!
Na nascente que doa sua água
e alimenta os rios e seus afluentes.
Não, não dá para descrever o sentimento
intenso e profundo que é o amor.
Por mais que os poemas que nos derretem
o coração tentem, não conseguem alcançar
a plenitude que há nesta emoção.
O amor não foi feito para se pensar nele,
mas para que duas mãos, no calor de um
enlace, pudessem descobri-lo.
Para que duas bocas, acelerando os corações,
pudessem senti-lo.
Para que dois corpos, unidos num só,
pudessem contemplá-lo e agradecê-lo,
por terem subido às portas dos céus
e beijado às faces rosadas dos anjos.
O amor assim se faz, assim o é.
Para que se salvasse mesmo o mais
irremediável entre os homens.
Para que se vivesse, sonhasse e morresse de amor.
Eu também vivo o meu amor
e é por isso que não o sei expressar no papel,
à sua altura, pois sentimento tão sublime,
não há como cantar em versos.
É como tentar mostrar a fé ou o milagre.
É como tentar ensinar alguém a acreditar em Deus!... Mas
Deus não se permite ensinar, porque
Ele precisa aflorar na alma, no âmago de cada um.
E sendo o amor, sentimento divino,
não nasce de fora para dentro,
mas de nós para o outro.
Porque quem ama, não sabe por que ama,
não busca explicação na química ou fisiologia.
Quem ama, ama o amor e sua sensação;
quem ama, sente-se superior, especial.
E por ser mágico, o amor nos proporciona
o prazer indescritível de estar pleno e uno
com Deus e o universo.

Daniele Dallavecchia


Coisas Simples

Postado: Daniele Dallavecchia On terça-feira, novembro 30, 2010 0 Carinhos de Luxo

Das coisas simples
a mais simples
é tão simples
que não é coisa
não é simples
não
é


Da afirmativa
nasce
a negação
nega
acção
ou da coisa que é
não
a constatação
que a via do não
é igual a lado algum


Ou pelo roteiro do sim
aporta o ser
a calar o saber
esperar
certa a hora
certa a pessoa
do embora que é ir
que é agora
é que é
em pé !
 
 

Luiz Sommerville, 30112010958



A Via Crucis do Nosso Amor

Postado: Daniele Dallavecchia On segunda-feira, novembro 29, 2010 2 Carinhos de Luxo


Sim, amor,
teus versos estão bordados
com as lágrimas que derramei.
Minhas palavras escondem
o sentimento real do meu coração,
e a dor trafega pelos dois lados...
Foi você quem quis assim,
viu somente uma face da moeda,
não ouviu nada de mim,
analisou, julgou e me crucificou
na cruz cega da tua (in)justiça.
Jogou fora toda a minha doação,
guardou cada palavra, minha ou não,
desperdiçando todo amor que guardei só para ti.
Orei a Deus te iluminasse o pensamento atordoado,
Mas apelaste, no altar da tua ilusão, a um santo
que eu não conhecia,
que diz que a dor garante um lugar ao céu...
E foi neste altar criado, 
para um santo de carne e osso,
que sacrificaste a nós dois!
Mas Deus não pede morte,
Deus é forte (superação)!
Deus não pede rancor,
Deus é amor;
Deus não pede aversão,
Deus é perdão;
Deus não pede vingança,
Deus é esperança...
E se no princípio era o verbo,
por que ficaste tão mudo? 
Sim, amor,
arrancaste todas as flores do nosso jardim,
apagaste, com tua cegueira,
cada estrela do nosso céu...
E o que ainda queres de mim?
Eu que, sem ti, sou só
um caminho sem rumo...
sem ti, não me acho, 
não me aprumo...
Quando foi que o teu ódio
habitou de vez a nossa casa?
Não amor, essa dor não passa,
trespassa,
a minha carne que é tua
só tua...
E seguimos a vida assim,
em vão,
em dor,
em tristezas,
sorvendo a desilusão,
sem saber para onde fugir,
sem saber como esquecer,
aquilo que o tempo nao apagará:
a lembrança 
do nosso amor perfeito!


Daniele Dallavecchia


VOCÊ

Postado: Daniele Dallavecchia On sábado, novembro 27, 2010 2 Carinhos de Luxo



Do meu peito em caos nasceu o verso.
Do teu amor em minha vida, a esperança,
por saber que contigo posso ser feliz
como no tempo em que eu era criança.


Teu amor monumental sarou minha ferida,
trouxe para meus dias novos sabores,
Antes de ti, amor, era eu alma perdida,
na mão de pierrôs, insensatos atores.


Colocaste um fim aos meus dias de solidão.
Mostraste o universo que eu não conseguia ver.
Iluminaste com teu sorriso meu coração,
Fazendo-me, de todas as mazelas, esquecer.


Os anjos ouviram minhas preces no infinito,
Apiedaram-se das tantas lágrimas que derramei.
Finalmente, meu amor, meu príncipe, encontrei.
Peça do destino: era ele o tempo todo um amigo!



Novo tempo...

Postado: Daniele Dallavecchia On quarta-feira, novembro 24, 2010 3 Carinhos de Luxo





Acordei com as batidas do meu coração,

saltavam dentro deste apertado arcabouço.

Um misto de despedida, dor e perdão,

desprendendo-me do muito que durou pouco...

Sofri ainda pelo apego àquela doida paixão,

mas tive coragem de lutar contra meu louco,

destemido, atrapalhado e infantil coração.

Nada de ruim ficou...Lágrimas tampouco...


Estrela caída...

Postado: Daniele Dallavecchia On quinta-feira, novembro 18, 2010 3 Carinhos de Luxo


Uma floresta escura me abriga,
a única luz é você, teu amor!
Deus é a vida que me mantém.
O destino se borda à revelia
e esse amor me transporta
para além da terra que me condena.
As faces da lua se confundem
na gravidade do meu mundo,
nesse estado febril que me alucina,
onde a complexidade do meu ser
se perde na simplicidade do meu viver.
Minha razão mora nos teus passos,
sou a busca insaciável pelo teu abraço.
Sou estrela viva que precisa morrer
para brilhar cativa no teu espaço.


Novembros - Ao Yon

Postado: Luíz Sommerville Junior On quinta-feira, novembro 18, 2010 0 Carinhos de Luxo

O brinde que ergueste , ó querido irmão !
anda a tilintar , nas taças do mar ,
qual gaivota a esbarrar no mastro
do barco que na baía paralisou
para admirar o teu braço a levantar !
esse mar , a juntar , tantas Terras
dos céus onde nossas vidas
andam a navegar .. navegando ... levitando!
um brinde às nossas cores amadas
"ao vinho e à cachaça"
de todas as estradas que (nos)conduzem ao coração
do Homem em ascenção aos desígnios insondáveis
de tudo o que (já) não vemos mais
mas sabemos , enquanto vida temos
são como a mais bela canção
impossíveis d´ agarrar , hinos nos ouvidos a falar
todas as almas ao tempo por onde o vento não se cansa de assobiar
todas as Construções , todas as Noites Que (nos) Eram e Levaram ...
Todos as Mensagens , poemas Número Vinte
dançando nos lençóis que um dia foram testemunhos
do escrever na carne os sonhos do corpo que arde
Ó irmão ! "Se esta rua , se esta rua fosse minha
eu mandava , eu mandava ladrilhar ...
com pedrinhas, com pedrinha de brilhante" o chão !
dos poetas que se riem dos poetas que só sabem chorar !
todos os poetas que em TI te fizeram o verbo sonhar !
o lirismo derramado sobre a mesa
ou o sangue escorrendo como vinho no dedilhar
da guitarra que eu te daria , do violão em que tu , às costas ,
me transportarias , cerejeira nas nossas mãos encarnadas
qual o desenho acima do real da menina que Génesis enunciou
nas somas das lindas vareiras que nas noitadas debruçadas
nas varandas namoravam com o eternizar de todas as madrugadas
ou onde renasce o Cais Do Sodré , à nascente do Rio !
mais a Norte, mais ao Norte do que ao Sul ,
onde o Horizonte é mais Belo e o Porto é mais seguro !
nas vielas que faladas na una Língua são becos
irmão que és as cinco Quinas das Vinte e sete estrelas ,
Serenata Ao Luar De Coimbra ,
Coisas Nossas pra encaixilhar no Beco Das Garrafas
nas avenidas , num qualquer viajar
"Um brinde ao dia 18, ao dia 20"
Novembro desta "Manhã De Carnaval"
Novembro deste "Povo Que Lavas No Rio"
pés na terra a caminhar na epístola de São Paulo
braços no ar a casar com as noivas de Santo António
"Os copos embriagados de vinho, vozes em cantoria, resto de noite."
qual lanterna a alumiar os olhos do fado a lacrimejar ...
do samba dançado no ar ...
"um brinde!
ao novembro dos escorpiões vagamundos."

enquanto ...
nas mochilas
a guardar para dar:
"A Vaca De Fogo"
e "Pra Não Dizer Que Não Falei De Flores"
os abraços e os beijos , a vibrar ... a vibrar ! ...


(JouElam/Luiz Sommerville Junior , sobre o poema de Yon Rique Escorpiões Vagamundos
com uma montanha de referências a outros tantos poetas "cantados ao não")

Parabéns amigo querido ! Este brinde , ou taças tilintando no silêncio
é sorvido sobre a tela do que a vida tem de mais sagrado : o que não sabemos !


18 Novembro De 2010

 
Animation By Calad


O Silêncio que matou o amor.

Postado: Luíz Sommerville Junior On quarta-feira, novembro 17, 2010 0 Carinhos de Luxo

Uns chamam de amor incondicional,
outros de teimosia prejudicial.
Não sei quem está com a razão,
sei da dor que meu trouxe esta paga
cega e desmedida,
infinita convicção.
Rumei por uma estrada de mão única,
esqueci de mim, mergulhei no teu ser,
sem desviar-me para a direita ou esquerda,
contentei-me com teu silêncio esmagador
que me contorcia a carne.
Esse silêncio tão bem guardado
e que deste só para mim,
em troca de todo o amor que te dei.
Tive fé e abri como nunca o meu coração,
vi minha esperança esfacelada numa parede,
meus sentimentos expostos,
a platéia rindo da minha confusão.
Até quando Pai, permitirás que eu me perca?
Segura minha mão, traz-me de volta,
mostra-me o caminho da verdade,
guia a minha vida,
derruba todas as máscaras,
elas dão-me medo, confundem minha alma.
Hoje passei em frente a um jardim
e vi a metamorfose de uma lagarta,
transformando-se na mais bela borboleta...
voou rumo a liberdade,
Dá-me asas como aquelas, Senhor,
permita que eu voe para longe de tudo e todos.
Me leva nos Teus braços
e me faz sorrir de novo.


Daniele Dallavecchia,17112010,17:30