Távola De Estrelas: Setembro 2010

Távola De Estrelas

Poesia Do Céu Da Boca

* Sempre DS*SD erpmeS *

Távola De Estrelas, Poesia Do Céu Da Boca, Para Mastigar Devagarinho, Deve Ser Servida À Noite E Acompanhada Dum Bom Vinho Tinto...

AMAR

Postado: Daniele Dallavecchia On quarta-feira, setembro 22, 2010 0 Carinhos de Luxo


AMAR
mais do que um sentimento,
é um ato de coragem,
onde descobrimos ser capazes de coisas
que achávamos
inimagináveis
noutro
momento.

AMAR
é ir além dos próprios limites,
é colocar pra fora todas as palavras
guardadas,
expor o coração,
mesmo que a resposta seja
um sonoro
não.

AMAR
é voar além,
é enxergar com a alma despida
de barreiras,
preconceitos,
conceitos...
É visionar um superior bem.

AMAR
é doar-se sem restrições,
é querer nadar 
num mar revolto 
de intensas emoções,
é não ter a certeza
de viver ou morrer,
mas, ainda assim,
é querer deste mal
padecer.

AMAR
exige abstrair-se do real,
abandonar a razão
e, como louco,
entregar-se
a sentimento vão,
onde o resultado final
é feliz para sempre ou não.

AMAR 
é estar acima 
do bem e do mal,
é ser além,
é dom,
é leal,
é muito mais
que a vida de um simples mortal,
é sair 
do seu estado normal,
é buscar
na vida
razão monumental
para alcançar
o estado do ser transcendental.

AMAR
é acordar 
para o estado
sublime da vida,
é tocar o divino.
E quem nunca amou
em vida morreu
sem saber 
o que é de fato
VIVER.


NOSSA GERAÇÃO

Postado: Daniele Dallavecchia On terça-feira, setembro 21, 2010 0 Carinhos de Luxo



A humanidade está sofrendo de uma doença,
um mal que ataca a mente e o coração.
Corrói a alma, não poupa nem faz diferença,
não importa qual a idade nem a condição.

Está em todo lugar, espreita até o mais são,
Não pergunta a etnia, tampouco a crença,
De artista a médico, de prostituta a cafetão.
anda entre toda a gente, forte é a sua presença.

A nova era trouxe tecnologia e facilidade,
Mas distanciou do peito humano a amizade,
hoje assola-se nos corações triste verdade:
uma doença chamada solidão, nossa realidade.


life...

Postado: Daniele Dallavecchia On terça-feira, setembro 21, 2010 0 Carinhos de Luxo


If I could, I would trade the sad verses 
by verses most beautiful to  
compose the poetry in my life ... 
Yes, this is my life...


PAIXÃO VIRTUAL

Postado: Daniele Dallavecchia On segunda-feira, setembro 20, 2010 0 Carinhos de Luxo



Na tela cristalina desse monitor
Mora meus sonhos, o meu amor!
Um misto de felicidade e pavor,
Sou vítima do moderno prestador

Disparo da rua com agonia e dor
ligo o botão que me embala por
um mundo virtual, inebriador...
Não sei mais viver sem esse torpor

Se o bum chegar, será avassalador
meu bem do outro lado do computador
não tenho seu endereço, só provedor

Paixão virtual, coração blogueador
Não quero outra vida, sou sonhador
Mundo da imaginação, meu esplendor!

Daniele Dallavecchia, 20092010.12:17



SAUDADE

Postado: Daniele Dallavecchia On domingo, setembro 19, 2010 0 Carinhos de Luxo


Um louco querer despertou te buscando
nesta manhã de setembro primaveril.
Sou eu, além dos espaços, te chamando
em delírio, nos lençóis brancos, febril...

Pranto desvairado de saudade, sufocando
o peito que te guarda este amor pueril
e sigo os dias tristes, acordada, sonhando
vencer o mal que nos separa: distância vil.

Ilumina meu viver com tuas doces palavras.
Afasta de mim as mazelas desta vida insana
me leva pro teu mundo de poesia e de luz.

Poupa-me os anos futuros destas amarras
onde me encontro frágil feito porcelana
só teu amor, meu destino incerto, conduz.


Versinhos de amor...

Postado: Daniele Dallavecchia On sábado, setembro 18, 2010 0 Carinhos de Luxo



sedução
néctar que inebria sem pressa,
acontece...

paixão
loucura divina que agrega
sem disfarce

coração
não pensa, sente e se entrega
ao enlace...

canção
teu amor é música que navega
em mim como prece...

verão
ilumina meu viver e enreda
esse amor que te enaltece


Soneto de Neném

Postado: Daniele Dallavecchia On sábado, setembro 18, 2010 0 Carinhos de Luxo



Trago pela manhã os versos para te ninar,
dou-te todas as estrelas do firmamento, meu bem...
Dorme com os anjinhos, até o sol vir te beijar...
Leva as canções que fiz para te fazer ninar, neném...

Espero-te amanhã, vem comigo se alegrar...
Vamos brincar com nossos tantos segredinhos,
somos corações puros, infantis, livres para amar...
Sossega! Calma! Deixa de lado os burburinhos...

Meu amor é só teu, meu lindo menininho...
Me faz sorrir com tuas piadas, me leva
pra lá desse mundo desvairado, sem razão...

És Peter Pan e eu tua companheira Sininho...
Somos atores e vivemos nossa própria peça,
E não há tristeza ou mal que abale nossa paixão...


Não posso ficar sem você!

Postado: Daniele Dallavecchia On sábado, setembro 18, 2010 0 Carinhos de Luxo



Meu amor, meu tudo, meu sonho lindo!

Se as pessoas soubessem como você é,
amariam tanto você quanto eu amo...

As lágrimas que me salgam a face
tem gosto de sangue
a dor que me consome
grita pelo teu sagrado nome
eu não posso, eu não quero,
eu não aguento...
ficar mais um dia sem você
Me acena, me fala da tua vida
eu preciso tanto saber...

Meu amor,
tudo aqui está cinza
e não há razão
ou sentido sem você
In Summer Ville um dia...
eu tô aqui ainda...
vem me buscar,
me leva pra onde você for
eu vou pra qualquer lugar,
se você estiver lá

Meu coração não me obedece
pulsa desesperadamente,
sem cessar
você é o único calor que me aquece
só sei que sem você
não tenho porque ficar...

Te espero!
Me leva pra onde você está...


Na cadência da saudade...

Postado: Daniele Dallavecchia On sábado, setembro 18, 2010 0 Carinhos de Luxo


saudade
incandescente
não dá clemência
nem perdoa quem sente
a dor de uma imposta ausência

crueldade
no coração e na mente
plexo sem nexo, inconsequência
e não há poesia no mundo que invente
outra forma de aliviar essa minha dependência

realidade
destino tão displicente
sempre tratando-me com reticência...
acostumou-se em ver  minha alma ausente
me ensina a viver sem dor, amando só com a essência.



UM DESEJO

Postado: Daniele Dallavecchia On sexta-feira, setembro 17, 2010 0 Carinhos de Luxo



Queria voar na cauda de um cometa,
Viajar pelo universo afora, mais além...
Olhar de longe o colorido do teu planeta
E enxergar a luz divina que te mantém.

Quero esquecer tua ausência, meu bem,
E esta dor que te sufoca, que te espreita.
Encontrar a estrela mágica de Belém
Trazendo fim à chaga que te tira a caneta.

Mas a realidade depressa me faz cair,
Nada posso fazer, perco-me em tristeza...
Não encontro palavra certa, só interrogação

Mas se eu pudesse um desejo pedir
Queria ser a poesia que habita tua natureza
trazendo alegria e paz ao teu coração.



para o meu amor...


CANÇÃO DA RAÇA INSANA

Postado: Daniele Dallavecchia On quinta-feira, setembro 16, 2010 0 Carinhos de Luxo



Eu canto minhas dores contidas,
e minha angústia que não cessa.
Canto às antigas e tristes feridas,
Que cicatrizaram-se sem pressa.

Eu canto às noites mal dormidas,
E tudo que neste mundo me estressa.
Canto para todas as pessoas sofridas,
Que seus males aliviam com promessas.

Eu canto o ritmo frenético do dia-a-dia
E à vida tão mal vivida que levamos,
Condição infeliz a nossa, tão desumana.

Eu canto nossa conscientização tardia
E esta situação em que nos encontramos.
Eis que surge uma nova raça: a raça insana.


HOJE

Postado: Daniele Dallavecchia On quinta-feira, setembro 16, 2010 0 Carinhos de Luxo





Só por hoje vou esquecer das tristezas

de um dia cinza, da noite que não cessa.
Dos amores em vão, das minhas fraquezas.
Só por hoje não terei tanta pressa.

Só por hoje sairei pelas ruas, livre
dos fantasmas que me atormentam,
dos dramas de quem comigo vive,
das vidas que não se emendam.

Só por hoje vou buscar outro caminho.
Ouvirei os mistérios do meu coração;
não terei medo de ser quem sou.

Só por hoje não me sentirei sozinho
Farei os versos de uma nova canção,
Serei a Fênix ressurgindo num vôo.


DANÇANDO AO REDOR DO MEU CORAÇÃO

Postado: Daniele Dallavecchia On terça-feira, setembro 14, 2010 1 Carinhos de Luxo



Meu corpo enfeitiçado pelo encanto
das músicas belas, das batidas dos tambores.
O ritmo intenso e inebriante com que danço,
aliviam as trsitezas, dores e dissabores.

Parceira da lua, sou cigana, danço verso e prosa,
E com as mãos levantadas para o alto,
alcanço, num ritual, a leveza da aurora,
deixo meu espírito voar livre pelo espaço.

Minha saia longa comigo rodopia;
meus pés descalços giram sobre o chão,
sinto meu corpo vibrando com magia,
Quando danço ao redor do meu coração.

Olho para o céu e vejo as estrelas
cintilantes e belas, minhas companheiras.
A noite mágica em mistério me envolve,
e com todos os seus astros me cobre.

Vejo um mundo além do mundo,
sinto um mosaico de emoções.
Danço e mergulho bem fundo,
sou cigana, 
desvendo os segredos dos corações.



ESQUEÇA O RELÓGIO, AMOR...

Postado: Daniele Dallavecchia On terça-feira, setembro 14, 2010 0 Carinhos de Luxo


Era cedo ainda e minha vida não passava
De um texto repleto de letras sem emoção,
Te vi de soslaio, recitando lindos versos na praça,
Enfeitiçou-me teu grito, tua grave comoção,

Fui te ver com certa timidez, não me apressei,
Dizias que era tarde na tua vida, não me importei...
A noite existe para nos brindar e é o que temos,
Não me apego às horas, não as desperdicemos...

Cada minuto é sagrado na nossa intensa união,
Entrego-me a este destino, torrente de paixão,
Ouvi os sinos amor, e vi os anjos no céu,
Serás sempre meu menino, deixemos o resto ao léu...


SONETO DO EXAGERADO AMOR

Postado: Daniele Dallavecchia On domingo, setembro 12, 2010 4 Carinhos de Luxo



Um lindo dia me acordou esta manhã,
Um dia com gosto de amor e de paz
Era você em meio a uma saudade vã
Deste amor que nunca se desfaz...

Um dia longe do teu peito é capaz
De tornar-me melancólica pelo afã
Da tua volta, posto que minha alma faz
Esta saudade ser infinita até amanhã.

Teu amor, nascente que me fortalece,
Transporta-me para um mundo acolhedor
Onde, com coragem, tudo posso enfrentar.

Teu amor, cultivado em mim como prece,
Onde sigo-te como o rebanho ao guardador,
não penso, vou contigo por qualquer lugar..


MEDO DE AMAR

Postado: Daniele Dallavecchia On sexta-feira, setembro 10, 2010 0 Carinhos de Luxo



Teus lábios me mostram
o caminho do desejo.
Teu corpo me seduz
Teu rosto, teu jeito
e tudo que me conduz...
A fazer grandes loucuras.
Tens o gosto do pecado
E tuas mãos...Ah, estas mãos!
Que deslizam sobre meu corpo
cansado, solitário e carente,
levando-me ao desespero
e trazendo-me o medo,
não de você, mas do amor
Que explode em mim agora.


QUERIA SER COMO O POETA

Postado: Daniele Dallavecchia On segunda-feira, setembro 06, 2010 2 Carinhos de Luxo



Queria ser como o poeta que ressoa,

Mundo afora com seus versos no papel.

Minha alma sonha e pelo mundo voa,

Querendo ser o poeta que tocou o céu.



Não sei das regras e nem da estética

Que fazem rimas perfeitas com maestria.

Admiro o engenho formoso da métrica.

Ah! Quem dera soubesse fazer poesia.



Queria falar dos sentimentos e alcançar

Até o mais profundo e exigente coração.

E em meus versos do amor e da dor falar,

Sem deixar fugir das linhas a emoção.



Queria saber deleitar o leitor de comoção,

Como faz o poeta com toda sua inspiração.

Queria ser um espelho para quem minhas palavras lê,

E no folhear das páginas, nos meus versos se ver.


O eu que eu não conhecia...

Postado: Daniele Dallavecchia On segunda-feira, setembro 06, 2010 0 Carinhos de Luxo



Lá fora a chuva fina cai e ascende
um aroma gostoso que sobe da terra molhada,
e uma felicidade que de mim não depende,
impulsiona-me a dançar descalça pela calçada.

Toda tristeza nesta hora escorre por meu corpo,
e vai-se embora correndo pela rua abaixo.
E o novo me domina extraindo o que estava morto.
E neste momento, em meu destino me encaixo.

Vejo o arco-íris enfeitando o céu em minha boca,
um imenso sorriso ilumina minha face fria.
Eis que surge uma outra pessoa, feliz e louca,
Adormecida dentro de mim e que eu não conhecia.


SONETO DA AGONIA

Postado: Daniele Dallavecchia On segunda-feira, setembro 06, 2010 2 Carinhos de Luxo

Pelo inferno e céu de todo dia,
Há de se ter mais amor, mais compaixão.
Tua ausência me traz essa agonia,
Há de se doar mais, espantar a solidão.

Pelo tédio e melancolia do domingo,
Há de se ter no peito quantos corações?
Se me faltam os teus doces carinhos,
há de se ficar presa como devota em orações?

Se te quero comigo um pouco, há de se pedir?
Se sinto tanto sua falta, é preciso chorar?
Se não sei onde moras, como te procurar?

Se sentes todo esse amor, por que não permitir?
E se me queres mesmo ao teu lado, é para estar.
Não me tire da solidão se não puder me amar!

Daniele Dallavecchia , 06092010,00:24


SOLIDÃO

Postado: Daniele Dallavecchia On domingo, setembro 05, 2010 1 Carinhos de Luxo



A humanidade está sofrendo de uma doença,
Uma doença que ataca a mente e o coração,
Corrói a alma, não poupa nem faz diferença,
Não importa qual a idade nem a condição.

Está em todo lugar, espreita até o mais são,
De artista a médico, de prostituta a cafetão,
Não pergunta a etnia, tão pouco a crença,
Anda pelo meio da gente e até na imprensa.

A nova era trouxe tecnologia e facilidade,
Mas distanciou do peito humano a amizade,
Hoje assola nos corações triste verdade,
Uma doença chamada solidão, nossa realidade.


NA PALMA DA TUA MÃO

Postado: Daniele Dallavecchia On domingo, setembro 05, 2010 0 Carinhos de Luxo





Lanço-me de peito aberto rumo ao teu mundo,
Respiro, transpiro e inspiro tua louca sensação,
Bebo tua água e me afogo em emoções, inundo...
Navegando tuas veias até o âmago do teu coração.

Teu amor invadiu minha vida como um furacão,
arrancou da parede velhos retratos, abalou fundo
minha estrutura e expulsou minha amiga solidão,
estou agora só e entregue na palma da tua mão.

Esse exagerado amor me possuiu, sem permissão,
descortinou pudores, expôs meus segredos,
decorou com pedra preciosa teu ser no meu destino.

Acorrentei-me voluntariamente nesta bela prisão,
Minha vida e alma escorrem pelos teus dedos,
e caem sobre teus versos de êxtase divino.

Daniele Dallavecchia


REVERBERA

Postado: Daniele Dallavecchia On quarta-feira, setembro 01, 2010 5 Carinhos de Luxo







































Reverbera, reverbera, reverbera!
Teu coração carrega toda a primavera,
Se morre a paixão, com ela as flores que venera.
Ultrapassa a solidão, volta ao que antes era.


Teu amor é chama, é uma linda quimera,
E se Deus o permitisse, quem me dera!
Matava a distância que nos afasta: esta fera!
Que este coração por ti, a cada instante acelera.


Não fujas rápido do destino feito uma pantera,
Se procuras um enlace verdadeiro, espera!
A porta da minha vida para ti se libera.
Então, amor, calma, reverbera... Reverbera!