Távola De Estrelas: Fevereiro 2014

Távola De Estrelas

Poesia Do Céu Da Boca

* Sempre DS*SD erpmeS *

Távola De Estrelas, Poesia Do Céu Da Boca, Para Mastigar Devagarinho, Deve Ser Servida À Noite E Acompanhada Dum Bom Vinho Tinto...

Tempestade - Reeditado

Postado: Luíz Sommerville Junior On sexta-feira, fevereiro 28, 2014 0 Carinhos de Luxo




Jamais poderei ser
O vento que movimenta a barca
Jamais poderei ser o mar
Em estradas d´água
Que foram a invenção de novos mundos
Jamais poderei ser o timoneiro
Que governa a canção dos marinheiros
até ao destino
Que é o fim
De tudo o que começa
E se vai embora
Jamais poderei ser como Magalhães
- seguir em linha recta!
Para regressar
A este (mesmo) lugar
Com uma nau desfeita
E suas velas e bandeira
irreconhecíveis , de dilaceradas
À deriva



Escrito ontem 270220142301
Reeditado hoje 280220141601


 Luíz Sommerville Junior , Eu Canto o Poema Mudo


Tempestade

Postado: Luíz Sommerville Junior On sexta-feira, fevereiro 28, 2014 0 Carinhos de Luxo



Tempestade

Eu poderia ser
O vento que movimenta a barca
E o timoneiro
Que a governa até ao destino
Que é o fim
De tudo o que começa
E se vai embora
Ser como Magalhães
- seguir em linha recta !
Para regressar
A este (mesmo) lugar
À deriva



Luíz Sommerville Junior , 270220142301, Eu Canto o Poema Mudo


Spectrus

Postado: Daniele Dallavecchia On quarta-feira, fevereiro 26, 2014 0 Carinhos de Luxo


O perfume esvaiu-se
assim como
o resto de esperança
a sentença foi selada!
ou tudo ou nada
e dentro desse tudo
perigo e devastação
e perto do nada
nada mais a se fazer
nada para oferecer
nada que salve o ser

Em que se agarrar quando o nada
for tudo o que sobrou para VIVER?

Essa é a nossa geração!
Viva Édipo Rei
sabedoria e cegueira!
Viva a nós,
sem eira e nem beira!
Viva a inteligência teleguiada
da juventude mal formada
Viva, Viva ao rebanho
feliz do capitalismo -
a mais potente religião!
ViVA, VIVA, VIVA!!!
 - ou não -

Acabou-se o chão
de terra fértil e gentil
onde a semente de mostarda
era o verbo que queria florescer...



Daniele Dallavecchia, 22022014.12:42


Estrangeiro

Postado: Luíz Sommerville Junior On terça-feira, fevereiro 25, 2014 0 Carinhos de Luxo


Estrangeiro


Houve um tempo
em que as palavras
eram minhas...
- não, não eram minhas ,
eram tuas
da tua amiga
da tua irmã
ou até talvez
do teu pai
movimentavam-se
em círculo
como se fossem uma roda
qual bailado
de corpos em perfeita harmonia
e
éramos imensuravelmente felizes
porque
ou tu falavas
ou tu , amavelmente , sentavas-te
e escutavas...




Luiz Somerville Junior, 250220140212 , Eu Canto O Poema Mudo


Barquinhos De Papel

Postado: Luíz Sommerville Junior On sexta-feira, fevereiro 07, 2014 1 Carinhos de Luxo


Quero que os meus versos
sejam humildes
como humilde foi o meu nascer:
cinco letras gritando
na boca da minha mãe
cinco letras sorrindo
nos olhos do meu pai

Quero que os meus versos
sejam humildes:
cinco letras entranhadas
no corpo da minha amada

Cinco letras vivendo
no meu filho eternizadas

Sim!
Quero que os meus versos
sejam humildes :
cinco letras apagadas
pela terra que as guardará

E... a chuva impertinente
a levar os barquinhos de papel
no tempo
de quem (não) me viu


Luíz Sommerville Junior , 060220142245 , Eu Canto O Poema Mudo


Qual a Linguagem Da Alma ?

Postado: Luíz Sommerville Junior On terça-feira, fevereiro 04, 2014 0 Carinhos de Luxo


Se as almas em rios de sangue
se espraiam em infinitas imagens
entre as quais , de primordial ,
o abecedário é a fonte-nascente
de toda e qualquer representação
Se a vida é dos infinitos
símbolos
plasma que se esvai
até o credo paralisar no peito
e morrer na boca imobilizada
Então
para que (nos)serve
o meio que tudo gera
se , mais tarde ou mais cedo ,
tudo se tranforma em nada ?! ...




Luíz Sommerville Junior , 040220141806 , Eu Canto O Poema Mudo