Távola De Estrelas: 2015

Távola De Estrelas

Poesia Do Céu Da Boca

* Sempre DS*SD erpmeS *

Távola De Estrelas, Poesia Do Céu Da Boca, Para Mastigar Devagarinho, Deve Ser Servida À Noite E Acompanhada Dum Bom Vinho Tinto...

Do Teu verdadeiro Amor

Postado: Daniele Dallavecchia On quarta-feira, outubro 28, 2015 1 Carinhos de Luxo



Nem tudo é como a gente fantasia
talvez saia meio torto o sonho juvenil
ou  melhor do que a mente sonharia
talvez, maldição de família, tormento vil

Mas quando o amor é verdadeiro
Não há paisagismo ou maquilhagem
que distraia os olhos do que é inteiro
e não nos contentamos com miragem

porque a vida nos mostrou numa pancada
beijo santo, perdão sempre e compreensão
quando todos querem de nós a mão fechada
abrimos os braços e da montanha o sermão

porque Ele pescava homens pela bondade
e temos pessoas, de repente ou para sempre
por amor, conquista ou verdadeira amizade

Mas se da Cruz uma lição, aos olhos nos saltou
é que a todos, sem distinção, nosso Pai veemente,
sem perguntas nem respostas, simplesmente amou!

Daniele Dallavecchia


A minha carne é feita de livros...

Postado: Daniele Dallavecchia On sábado, maio 30, 2015 0 Carinhos de Luxo



A  minha carne é feita de livros...
de histórias da carochinha
vividas no vapor da boca
que no adeus da aurora
cobriam de magia
o tormento do meu travesseiro

A minha carne é feita de livros...
encaixados à força da régua
e do carimbo
do "tens que aprender a lição!"
enquanto lá fora...
a saia primaveril
que vestia os meus sonhos
me inundava
de interjeições...
ah ! ...

A minha carne é feita de livros...
e rogo a quem os abriu
o milagre
de jamais os fechar...  


Luiz Sommerville Junior ,  Do livro A Madrugada Das Flores *(¹) , Corpos Editora , 2011
(c) Távola De Estrelas 




Poema de Elizabeth I

Postado: Daniele Dallavecchia On sábado, maio 30, 2015 0 Carinhos de Luxo



Eu pranteio, mas não posso mostrar minha tristeza;
Eu amo, mas me forçam a parecer que odeio;
Eu faço, mas não ouso dizer o que pretendi;
Pareço muda, mas por dentro eu tagarelo;
Sou e não sou; congelo, mas me sinto arder,
Pois deste eu meu, meu outro eu tornei-me.

Meu zelo é como minha sombra ao sol,
Segue meu vôo e voa se o sigo;
Pára comigo, faz o que já fiz;
Este zelo tão familiar faz com que eu lamente;
Jamais consigo tirá-lo do meu seio,
Será contido até o fim das coisas.

Certas paixões mais doces deslizam-se na mente,
Porque sou terna, sou neve derretida;
Oh, sê mais cruel, Amor, e sê tão bondoso;
Deixa-me flutuar ou mergulhar, estar no alto ou no fundo;
Ou deixa-me viver com mais doce alegria.
Ou morrer, e assim esquecer como é o amor.”

(Rainha Elizabeth I)


eu in old drink

Postado: Daniele Dallavecchia On domingo, fevereiro 08, 2015 1 Carinhos de Luxo




Os enfeites gregos na estante
me remontam ao nosso estado
helênico, tão nosso e polêmico
Onde tu levantaste a bandeira azul
da liberdade do fantasiar no amor...
Tudo o que eu quiser...
E quantas vezes quis você
de mil formas diferentes...
E quantas vezes você foi tanta gente...
Esse amor nosso, louco e pueril
dócil, selvagem e infantil
sem medir as consequências
porque tinhamos tudo
eu e você
nosso mundo repleto de nós dois...
E agora, meu amor
me vejo aqui, bebendo um velho wisky...
eu e dois cubos de gelo
dançando a nossa valça de amor eterno...
rodopiando no copo que embreaga meu corpo
tão sedento
dos teus mais inocentes carinhos...


E essa dança não pára
eu, o copo, dois cubos de gelo
até você chegar

e tomar aquilo que é teu....


Daniele Dallavecchia