Távola De Estrelas: Poema de Elizabeth I

Távola De Estrelas

Poesia Do Céu Da Boca

* Sempre DS*SD erpmeS *

Távola De Estrelas, Poesia Do Céu Da Boca, Para Mastigar Devagarinho, Deve Ser Servida À Noite E Acompanhada Dum Bom Vinho Tinto...

Poema de Elizabeth I

Postado: Daniele Dallavecchia On sábado, maio 30, 2015 0 Carinhos de Luxo



Eu pranteio, mas não posso mostrar minha tristeza;
Eu amo, mas me forçam a parecer que odeio;
Eu faço, mas não ouso dizer o que pretendi;
Pareço muda, mas por dentro eu tagarelo;
Sou e não sou; congelo, mas me sinto arder,
Pois deste eu meu, meu outro eu tornei-me.

Meu zelo é como minha sombra ao sol,
Segue meu vôo e voa se o sigo;
Pára comigo, faz o que já fiz;
Este zelo tão familiar faz com que eu lamente;
Jamais consigo tirá-lo do meu seio,
Será contido até o fim das coisas.

Certas paixões mais doces deslizam-se na mente,
Porque sou terna, sou neve derretida;
Oh, sê mais cruel, Amor, e sê tão bondoso;
Deixa-me flutuar ou mergulhar, estar no alto ou no fundo;
Ou deixa-me viver com mais doce alegria.
Ou morrer, e assim esquecer como é o amor.”

(Rainha Elizabeth I)

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