Távola De Estrelas

Távola De Estrelas

Poesia Do Céu Da Boca

* Sempre DS*SD erpmeS *

Távola De Estrelas, Poesia Do Céu Da Boca, Para Mastigar Devagarinho, Deve Ser Servida À Noite E Acompanhada Dum Bom Vinho Tinto...

Enfim só, Salut!

Postado: Daniele Dallavecchia On terça-feira, fevereiro 21, 2017 0 Carinhos de Luxo

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Voam-se pombas da paz
em lumes de meio tom
aroma de profecias, asas
sem pena, trombetas sem som...
Entra o sol, entra o sol
dissipando a sombra que dorme
embaixo da minha cama,
olhos negros do medo
que a tua face anuncia...
Não tenho medo da vida
porque a vida sou eu
conto-me todos os segredos
e tiro minha máscara
antes do anoitecer
ainda ontem
um pastorinho
ensinou-me a ver
outro mundo
um mundo distante, enfim...
longínquo deserto,
velas em mar aberto de areia,
fiéis a ferro e fogo fátuo
gotas incandescentes
de significados
 no ombro queimado
pelo luar ausente
(saudade tão presente)
ah se me coubesse o óasis ardente
mas ronda-me agora o glaciar
sem nexo, sem sexo, sem verbo
no meu lado esquerdo
em todo o meu equatorial
sei lá,  nada entendo de lótus
nem dos perfumes d´água marinha
nem das tuas lágrimas,
cobrando as minhas
estalactites caindo do meu tecto,
enquanto as paredes anunciam
aos vizinhos o silêncio
da tua ausência,
a casa festeja a minha presença ...


Postado: Daniele Dallavecchia On domingo, fevereiro 19, 2017 0 Carinhos de Luxo



Afogo minha dor
mais uma vez
bebendo lágrimas com um trago
do teu whisky preferido...
e adormeço nos teus braços,
ó meu destino!
tento compreender
aonde queres me levar
assim de mãos tão apertadas
com este andar
ora lento, ora apressado
o que há de errado
nesse teu compasso?
tuas cordas tão descompensadas
já reparaste que o teu ponteiro
sempre perde a razão?
Se és dono do tempo
do meu e de todos
por que esse medo?
porque esse tic-tac
tão descoordenado?
És menino e Imperador
és atemporal
mas já não chegas a tempo...
de mudar o meu final


Do que é meu

Postado: Daniele Dallavecchia On domingo, fevereiro 19, 2017 0 Carinhos de Luxo


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Perdida
desde aquele instante
em que me percebi
sozinha contigo no meu peito
amor solitário e pleno
onde tenho-te a ti
e não sabes desse feito

sonho acordada
abrir teu coração,
povoar a tua mente
minha antiga nova morada
tanto quanto incoerente
porque o amor é um jogo
e eu não sei jogar

simples e directa
uma palavra boba me entrega
te persigo os passos
te dou pistas de mim
-naquilo que me permite a timidez-
Sou tão intensa
e também sei ser discreta
mas quero tudo
tudo de um vez

não quero jogar o jogo
não sei das regras, engodo!

Sei da minha perdição
e desse canteiro que te rodeia
crescendo em cores
no meu coração
mas nem sempre é
como a gente quer
e percebi naquele instante
tua porta fechada para mim
meu beco sem saída
nossa história presa
na minha mente
sem começo e nem sim

És minha eterna vontade
divinamete belo
platonicamente meu
perfeito em tudo
como todo amor
que não se quer realizar
-você e eu-
sentimento intenso e meu
era dia quando aconteceu:
você sempre comigo
calado, escondido, guardado!
na pele de um amigo

Hei de te adorar
meu bom amigo
-sei que é ilusão!
mas hei de te acompanhar
até o sol do meu coração
despertar em outra direcção