Távola De Estrelas

Távola De Estrelas

Poesia Do Céu Da Boca

* Sempre DS*SD erpmeS *

Távola De Estrelas, Poesia Do Céu Da Boca, Para Mastigar Devagarinho, Deve Ser Servida À Noite E Acompanhada Dum Bom Vinho Tinto...

Tempo

Postado: Daniele Dallavecchia On sábado, dezembro 03, 2016 0 Carinhos de Luxo



A vida em si passa-me despercebida
sem nenhum interesse pelo que sinto
e como um cego no meio da avenida
sigo sem saber para onde estou indo

Rio para uma cara que me olha aflita
vejo os traços do tempo em seu rosto
minto sem pudor à cara que me fita
mas vejo o reflexo dum olhar fosco

Saboreio alegrias pequenas, tão pueris!
Tantas foram as vezes que o amor quis
desabitar em mim aquela tola vaidade.

O tempo me passeia e não o sei deter
por tantas bocas tentou me fazer ver
aceito o destino, esse deus da verdade.

Daniele Dallavecchia, 03.12.2016


Postado: Daniele Dallavecchia On terça-feira, novembro 29, 2016 0 Carinhos de Luxo


Havia ainda nela
aquele impacto da primeira vez:
o momento em que o viu!
Havia ainda nela
timidez e medo
de ser descoberta em seu segredo.
Havia ainda nela 
a esperança de um dia
serem mais que uma fotografia.



jar

Postado: Jorge Dallavecchia On sexta-feira, setembro 02, 2016 0 Carinhos de Luxo



Postado: Daniele Dallavecchia On domingo, fevereiro 28, 2016 0 Carinhos de Luxo



Havia ainda aquele encanto
controlando os seus passos
Havia ainda aquele olhar
que ele fazia com amor, tanto!
E era impossível não violar
sua alma e pensamento
prender seu corpo cansado
naquele tormento vivo de amar.
Havia nela uma prisão
onde habitava o cheiro dele
e não havia para onde fugir
sem despedaçar a pátria
a vida, o coração, o sorrir
Ela disse adeus a si mesma
e pôs-se a cantar a tristeza
em versos de amor,
de tanto sentir
e ela propôs-se a morrer
por ele, pela vida que sonhou
por tudo o que lutou
e ainda, por aquilo que se foi
e nunca mais voltou.


Daniele Dallavecchia


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