Távola De Estrelas: Barquinho de Letras

Távola De Estrelas

Poesia Do Céu Da Boca

* Sempre DS*SD erpmeS *

Távola De Estrelas, Poesia Do Céu Da Boca, Para Mastigar Devagarinho, Deve Ser Servida À Noite E Acompanhada Dum Bom Vinho Tinto...
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Inês de Portugal - Nesse Lago Tão Quieto

Postado: Luiz Sommerville Junior On segunda-feira, setembro 01, 2014 2 Carinhos de Luxo


Tu
que és tão grande
que eu não consigo ver-te
que és por cima
dum céu
vermelho de flores que chora
o verde vida das pétalas em ferida
neste silêncio
em que
"todos os barquinhos
cansaram de nadar"
dizes-me
por que dormes
eternamente
nesse lago tão quieto
por baixo
deste mar?




Luiz Sommerville Junior, in memorian

01 de Setembro 1929 - 04 Junho de 2013


Entre Aspas "Navigare necesse est"

Postado: Luiz Sommerville Junior On domingo, agosto 31, 2014 0 Carinhos de Luxo









Na origem…
“Navegar é preciso”


Não creio, neste momento,
Que para mudar o mundo
Uma qualquer Sonata ao Luar
Cubra a carência
Do teu sangue de absoluta paixão pelo cosmos

No desenlace…
Uma imagem:

-A transparência das lágrimas
Em matrimónio com a atmosfera 
(Súplica que não mobilizou
Um qualquer deus ou santo)
Coloca uma das mais breves e trágicas
Sentenças poéticas em destaque
- Quem morre terá razão?




Luíz Sommerville Junior, 070720140102, RJ




Deserto

Postado: Luiz Sommerville Junior On segunda-feira, agosto 11, 2014 0 Carinhos de Luxo

A mais alienada

Opção de vida

É seres a guarda

Protecção

Da porta sem saída








Luis Sommerville Junior, 1982 

Antologia , 1964-2014

in

 Luso-Poemas


"Water-Room"

Postado: Luiz Sommerville Junior On domingo, agosto 10, 2014 1 Carinhos de Luxo


 não me lembro d´ontem
"da ocidental praia lusitana"
nesta minha amnésia quinhentista
sei que existes - ó estrofe lusíada !
mas não sei se existe o teu tempo ...
e ... sei ... que não existe mais
a caravela que te ergueu - ó epopeia !
agora , em arremesso desesperado ,
o pescador , lança a rede ...
e ,como se fora oráculo,
pesca
o mar morto




Luíz Sommerville Junior , 060820141715


"Humano(Jamais será), Demasiado Humano"

Postado: Luíz Sommerville Junior On segunda-feira, abril 07, 2014 0 Carinhos de Luxo




Todas as noites
quando o sol morre no meu olhar
viajo na escuridão
qual poema maldito
que às cegas destrói o relógio
que o tacto não consegue desvendar
mas...
é na incerteza da hora que encontro
a solução para a grave avaria
deste meu mergulhar no tempo
que se foi e nunca foi meu
e que vem, em regresso (e)terno
no espaço que transforma os céus
em saias de nuvens
em almas d´água fresca...
agora ...
só me falta ...
naufragar !

Talvez as paternidades nunca geradas
as maternidades nunca vingadas
gerem filhos
numa lista que em biliões de tempos aguarda
o degelo
para que o conforto tropical de novos oceanos
acarinhe e alimente um novo dia
em que todos os gerados, naturalmente, sem esforço,
em comunhão, e duma vez por todas, dêem as mãos
assim ...
mãe, pai, filho em sinónimo de todos os nomes e pronomes
semelhante de :
eu, tu , ele

nós, vós , eles ...







Luíz Sommerville Junior, 24/03/2014 22:25 07 04 2014, 23:11 -