escrever das histórias, a nossa !
o amor deste céu implantado nas curvas do ar
em montanhas de vinho azul servido nas pétalas
das flores que são beijos em cachoeiras de luz
desde o primeiro dia...
Desde aquele dia
que ninguém conhecia
nem mesmo eu que tanto te seguia
mas como inventar Deus
antes do nascer do meu pensamento?
Como descobrir a face revelada do Filho
num tempo que dos outros era ausência de todos?
E neste meu desatino que foi destino
em quantas batalhas das fileiras eu desertei?
em quantas guerras em que eu não estive
as armas que (não) empunhei me liquidaram?
Todavia , meu doce amor ,
nascer antes do Sol acontecer
foi em mim óasis no deserto da utopia
nesta minha teimosia de saber
que antes do iniciar já a razão existia
para te amar
Quero tanto , ó carta que eu sempre escrevi!
com a boca em prece
redigir a história da nossa vida,
contar-te do ar que se curva ao ballet do teu chão em flor
soluçar-te o encanto das nossas bocas em leal resguardo
qual deus sorrindo na nossa respiração ofegante
desde o primeiro dia
no abraço eterno
desde aquele dia
em que eu Deus não conhecia
e quanto te vi , ó vida que eu tanto implorei !
Ele me viu e para mim sorriu
no tempo todo
em que descerrando o véu
me revelou o teu rosto que venceu o mundo
e me tornou teu no teu eu mais profundo.
À Minha esposa Dani Sommer
Teu Sommer Dani
Minha Dani Sommer
Sempre nossos!
Sempre*DS*SD*erpmeS