Távola De Estrelas: daniele dallavecchia

Távola De Estrelas

Poesia Do Céu Da Boca

* Sempre DS*SD erpmeS *

Távola De Estrelas, Poesia Do Céu Da Boca, Para Mastigar Devagarinho, Deve Ser Servida À Noite E Acompanhada Dum Bom Vinho Tinto...
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Sob o Signo de Escorpião

Postado: Daniele Dallavecchia On domingo, outubro 05, 2014 0 Carinhos de Luxo




Por analogia...
imagem que por bem
de bem me queria

por simpatia...
a palavra
que é corpo
acontecia ...
porque ...
outro verso maior
refulgia...

e não há deus algum
verbo e algarismo
sem a sua representação simbólica!
espaço-tempo e lugar,advento!
se não houver
movimento...,
o meu número vinte
-que Neruda não sou!
mas sou o vigésimo de Novembro...
a alma,meu amor,
é pedacinho de papel
que corporiza ...
o que somos
e... sem dia ...
por simpatia
o nada triunfaria
porém...
a invenção
imortaliza,biografia!
ou ...
caligrafia da voz!
alta!
que enquanto fala

encontra a mão
do ...
sonho




Luiz  Sommerville Junior 05102014,0223


Das sensações

Postado: Daniele Dallavecchia On sábado, abril 12, 2014 0 Carinhos de Luxo


Segui, por amor,
cegamente ao fio de Ariadne
Fui devagar
e apressada ao mesmo tempo
Nem sempre
o tempo está de bom humor
Fui como flecha de arqueiro
lançando-me ao jogo do amor
sem medo, sem desespero
Simplesmente fui!
Não importava muito
acertar o alvo
mas tentar...
Tentar ser feliz
tentar te fazer feliz
tentar o diferente
tentar de repente
sem pensar se ía ou não dar certo
Fui Feliz
fostes feliz
Se o relógio não nos deu corda
não temos culpa
fizemos amor nas horas mais improváveis
fizemos coisas só nossas
nos minutos incertos
e fomos infinitamente felizes
por segundos quase fatais
Valeu a pena?
Quanto vale encontrar o verdadeiro amor?
não é o quanto  vivemos
mas como vivemos
não é a quantidade
mas a intensidade



Daniele Dallavecchia 12042014.01:00


Alma

Postado: Daniele Dallavecchia On quarta-feira, março 12, 2014 0 Carinhos de Luxo

Por vezes
o grito afoga a voz
gargantilha
em forma de camisa de força
em que a alma prisioneira
vê-se escrava em seu corpo
Quero voar mas os pés não se soltam
quero correr mas o corpo pesa
quero mergulhar mas os órgãos não aguentam
Oh, pobre de mim!
tão imperfeita
num mundo para se sofrer, crescer
E quanto mais abro os olhos
mais vejo que até um percevejo
criatura pequena de Deus
é mais feliz que eu
Sim, aceito minha atual condição
é só essa vida assim
e a vida é tão curta
comparada com a eternidade
não haverá mais grilhões para mim
se a simples sabedoria em descobrir
o real significado das palavras
sentir, doar, crescer, amar
intimamente, eu consiga alcançar
A sabedoria é luz
que cega os ignorantes
e mesmo os que são amantes
da cultura outorgada,
por vezes, afastam-se
daquilo que se é a filosofia acertada
do foco em Deus
onde só os grandes espíritos
que em muito são e pouco monstram-se.
conseguem alcançar tais ensinamentos
"orar, ler, ler, ler, reler, agir"
A humildade é a virtude dos grandes mestres.


Daniele Dallavecchia, 12032014.0028


Meus Vitrais

Postado: Daniele Dallavecchia On terça-feira, março 11, 2014 0 Carinhos de Luxo



Se eu pudesse
te contaria
de forma única,
para embelezar teus dias,
todos os contos
que se vitralizam nos meus olhos
Mas não sou poeta
nem angélica
Sou apenas aquela
que sonha te seguir
no raiar da vida
e também no cair
Mas se eu pudesse
ah, meu amor
quantos vitrais nos meus olhos...



Daniele Dallavecchia, 11032014.00:04

Amor,

Se eu pudesse
beijaria o teu pensamento
abraçaria a tua voz
e depois cantaria
as tuas ideias
com o olhar em fusão
nos teus cabelos
que campos de trigo são
sim, se eu pudesse
tactearia
as tuas células
vitrais impossíveis de contemplar
mas que são cores e formas
possíveis de reais
d´união em permanente revolução
do amor num só ninar
enquanto por todas as vidas
a vida nos abençoar.

Teu, Jo

In Luso-Poemas, página de Daniele Dallavecchia, 11 03 2014,00:43


in natura

Postado: Daniele Dallavecchia On sexta-feira, março 07, 2014 0 Carinhos de Luxo


william adolphe bouguereau

Latente sonho em turbilhão
suplicando máximas e acontecimentos...
urgente de solução, urgente irmão!
Vida ou morte, 
já não é o corpo quem pede
mas a mente que não mais pode
perdendo-se
entre contorno e forma, 
de tudo, sobre tudo
nada além do que vê 
à frente do nariz
eis o triste fim 
Mas a primavera vem chegando
É tempo de morrer
cair , germinar, renascer
não mais flor
mas árvore de tronco forte 
e fruto
resistente!
para que maldade nenhuma possa 
fazer-se ventania
no imaculado seio da natureza
cheiro, cor, força, realeza
a mais bela oração, irmão!
lá, onde passarinhos cantam seus ninhos
e espantam fantasmas decorrentes
a miséria humana 
é açoitada pela suavidade
da divindade na terra: Suma Beleza!


Daniele Dallavecchia, 07032014.01:58



Ave Amor, meu Imperador!

Postado: Daniele Dallavecchia On quarta-feira, março 05, 2014 1 Carinhos de Luxo



Amo-te
acima dos laços que nos unem
e dos problemas que nos punem
Amo-te acima do bem ou do  mal
muito além do normal
Amo-te com a grandeza do firmamento
com loucura e sem lamento
Amo-te assim como a terra
girando em torno do sol
só para te ver brilhar
todo o ano
É assim que te amo!


05-03-2014.05:45

Para ti amor (criado durante as nossas conversas poéticas de insônia)


Postado: Daniele Dallavecchia On quarta-feira, março 05, 2014 0 Carinhos de Luxo


A vida faz os versos,
nós, o Poema!


Daniele Dallavecchia, 3092008


Spectrus

Postado: Daniele Dallavecchia On terça-feira, fevereiro 25, 2014 0 Carinhos de Luxo


O perfume esvaiu-se
assim como
o resto de esperança
a sentença foi selada!
ou tudo ou nada
e dentro desse tudo
perigo e devastação
e perto do nada
nada mais a se fazer
nada para oferecer
nada que salve o ser

Em que se agarrar quando o nada
for tudo o que sobrou para VIVER?

Essa é a nossa geração!
Viva Édipo Rei
sabedoria e cegueira!
Viva a nós,
sem eira e nem beira!
Viva a inteligência teleguiada
da juventude mal formada
Viva, Viva ao rebanho
feliz do capitalismo -
a mais potente religião!
ViVA, VIVA, VIVA!!!
 - ou não -

Acabou-se o chão
de terra fértil e gentil
onde a semente de mostarda
era o verbo que queria florescer...



Daniele Dallavecchia, 22022014.12:42


Palavras

Postado: Luíz Sommerville Junior On sábado, janeiro 11, 2014 0 Carinhos de Luxo


Sorrisos que denunciam
a intenção de nunca cumprir
o sonho de amor
a palavra dita
promessa tão bem prometida
versos doces
que derretem meu coração
iludem minha carência
enfeitam de flores
minha falta de atenção
caminhos tortos
que entorpecem meus sentidos
e já não sinto o real em mim
sou tua e não sou nada
porque não és de ninguém
amor meu,
amor que nunca me pertenceu
e meu céu desaba...

as ilusões e os teus segredos
paralisada da cabeça aos dedos
compreendo
és sonho
e sonhos são para se lembrar
porque
as palavras que dizes
compreendi
são palavras só para se sonhar
e a realidade me mostra
o silêncio que me faz bem
o o bem que me faz estar só
comigo ou outro alguém
real)
que não são só belas palavras
palavras, palavras, palavras



Daniele Dallavecchia 11012014 , Só Para Os Irremediavelmente Tristes
In Luso-Poemas


Postado: Daniele Dallavecchia On domingo, outubro 20, 2013 1 Carinhos de Luxo



Sou
não sou
ainda não sei de fato
talvez ainda seja
talvez só sonhe que sou
talvez volte a ser
ou este seja só um forte querer:
conseguir voltar a ser
a fortaleza
que um dia
te fez nunca me esquecer...


Da Perfeição do teu Amor

Postado: Daniele Dallavecchia On quarta-feira, fevereiro 06, 2013 1 Carinhos de Luxo


Teu rosto,
perfeitamente encantador
me faz lembrar
das roseiras do canteiro
esvoaçando pétalas,
atapetando passos,
perfume em tom majestoso:
-Brisa das primaveras!
Inebriando de poesia
toda a cidade.
E não há, meu amor,
vaidade
nesta tua rara beleza,
aroma doce,
pedra preciosa
transbordando tua verdade
em cada poro.
Sim, és o retrato
do que chamo perfeição,
encanto...
neste encontro feliz
do meu duro, apertado
e apaixonado coração.


Daniele Dallavecchia, 06022013


Da Cópia em Dissimulação

Postado: Luíz Sommerville Junior On sábado, junho 16, 2012 0 Carinhos de Luxo


Não há o que comentar,
apenas o que posso é contemplar
o quanto gostam do meu versar,
e se o sujeito já não pode controlar
a ação ou ato de copiar
como poderemos a falcatrua evitar?
Deixemos "rolar"
quem cria sabe de si o ato de "criar",
quem inveja sabe de si o ato de plagiar,
mas nunca poderá, há de se comprovar
algo de original, um dia, criar!


Daniele Dallavecchia, 16062012, 03:32


Do menino Balzac

Postado: Daniele Dallavecchia On segunda-feira, junho 04, 2012 1 Carinhos de Luxo


Quem sabe o que é estar preso
dor que dilacera corpo e alma?
Quem sabe o que é ter o peso
duma vida sem descanso ou calma?

Pássaro cativo, lento desespero
da maldade de se ver na palma
da mão dum destino ao avesso,
cruel,dançando em ritmo de valsa

Notória ave d'asas tristonhas,
olhar de grave pesar ao tempo
frágil corpo, sonhando façanhas

Alcançar voo, subir as montanhas
ou morrer no leve pensamento
do carinho pueril duma face risonha


Daniele Dallavecchia, 04062012047


Juliet (Do final feliz que a história ocultou)

Postado: Luíz Sommerville Junior On segunda-feira, maio 21, 2012 0 Carinhos de Luxo


São aqueles instantes
-os detalhes que ninguém repara-
onde me acho, onde te vejo,
onde o medo não é nada,
entre um carinho e um beijo
acolhida no calor dos teus braços:
- meu amor, meu pai, meu irmão -
descanso a alma no teu peito,
minha mais perfeita morada...
O roçar da tua barba no meu rosto,
o apertar do teus desejos, tesos!

E quando todos torciam
pelo desencontro
meu corpo e o teu fecharam-se
no perfeito encaiche de nós dois
e o para sempre
nasceu de vez em nossas bocas
e o talvez morreu na esperança
dos braços da tristeza que nos queria
carne morta, sangue e dor.
Nunca um coração bateu
num ritmo tão perfeito
e irmanado - nosso -
E se modo ainda
a loucura propunha ao mal
de nos querer separar
-morte então aos dois
que um só são, havia de encomendar!
porque quando a minha letra capital
uniu-se a tua
no céu houve grande recital,
era a primeira vez que duas lágrimas
perdidas
se encontravam...

Se me desespero em prantos,
é porque sei que nem todos os dias serão santos
e como poderia eu, um dia ainda viver
se teus olhos para sempre
não me pudessem ver?

E quando
Caronte, a zombar vier,
cobrar a moeda que não é vida,
seja lá como for,
não te esqueças de mim
meu grande e eterno amor...


Daniele Dallavecchia, 21052012
com todo o meu amor para Jo


Do nosso calvário

Postado: Luíz Sommerville Junior On terça-feira, maio 01, 2012 0 Carinhos de Luxo


No chão do céu
onde tocam os sinos
pendurados na tristeza das Igrejas
soam as lágrimas
dos cristãos desassistidos,
do Padre esquecido
da nossa crença caduca.
E lá no calvário
Cristo chora
a dor do nosso futuro
é a agonia semi-igual
do Santo na Cruz.

Quem será o salvador duma nação
que dia-após-dia se reduz em desilusão?...

Daniele Dallavecchia,  0105201219:35


Afasia d'alma

Postado: Luíz Sommerville Junior On sábado, fevereiro 11, 2012 0 Carinhos de Luxo


O silêncio que tortura,
covardia duma alma em agonia,
voz cativa, coração em ruptura
dum sentimento em afasia
No amor, medo é loucura,
varre o passado, deixa a casa vazia
enche d'esperança a vida futura
e renasce da luz dum novo dia!



Só Para Os Irremediavelmente Tristes


Solstício para nos iluminar...

Postado: Daniele Dallavecchia On terça-feira, fevereiro 01, 2011 0 Carinhos de Luxo


Esse lado oculto do teu amor,
me escurece a vida,
atordoa os meus sentidos,
aumenta a minha desilusão...
Já não basta gritar aos hemisférios
o quanto te amo...
Há algo em você que nos impede
de seguir... E assim, reclamo,
a tua falta, essa saudade...
Palavras são palavras,
mas é só o que temos...
Fora o que sobrou de nós dois,
quem poderá dizer,
que isto não foi mesmo amor?
Sinto cada dor que emana dos teus poros,
você sente a dor que me abala a alma?
Meu amor, meu sempre menino,
não tenha tanta calma em serenar,


Do amor...

Postado: Daniele Dallavecchia On segunda-feira, janeiro 31, 2011 2 Carinhos de Luxo



A vida
é uma
caixinha
de amor



pra quem
não tem
medo
de
surpresas...
                                                                                                                                                                         


Amor de poeta

Postado: Daniele Dallavecchia On segunda-feira, janeiro 31, 2011 0 Carinhos de Luxo


































Os livros na estante e toda tecnologia
não explicam este sentimento intenso,
Este enlace, amor, super-amor, poesia.
E eu desisto de entender, já não penso...

O tempo passa, desata, mas não gasta
nosso desejo, esta paixão correspondida...
E onde acaba a tua esperança, sou vasta.
Onde enxergas o fim, vejo toda uma vida.

Otimismo, fé, persistência? Chamo amor...
Força infinita, além, desprovida de cansaço,
busca sem fim, da alma que me completa.

Se o futuro for curto? Também é a vida da flor,
não tenho medo, tenho nervos de aço...
Romântica, sonhadora? Não. Sou poeta!

Ler mais: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=172920#ixzz1Cekikoi4
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A ilusão que nos separa

Postado: Daniele Dallavecchia On terça-feira, dezembro 28, 2010 0 Carinhos de Luxo


Um jeito novo de te querer surgiu  no peito,
e aquele amor atordoado, apressado e frágil
adormeceu com a noite que passou, refeito
em partes esquecidas de mim, e não foi fácil

abandonar aquela intensa e antiga realidade.
Um por-de-sol abriu-se em minha alma juvenil ,
dissipando a cegueira daquela acre saudade,
revigorando pirilampos raros de paz e luz anil.

Não há mais solidão nesta espera, compreensão!
A tristeza deixou meus olhos, agora me revejo em ti.
Não há ventania nem folhas secas no meu coração.

Espero a tua confusão passar, meu corpo te sorri,
nada aqui sofre ou padece, fortalece em oração!
A porta que nos separa é uma singela e fina ilusão.