Cá para mim que sou teu
mas ninguém sabe,
o poema sabe, mas é mudo,
posso confiar na sacralidade
desta certeza-
todos sabem o que não sabem,
em conversa com meus botões,
me interrogo
se por ventura eu saberei
o que sabe o poema
nesta dúvida me quedo
mas, afinal
que importa saber?
ainda há pouco faleceu um gato
que nada sabia de astronomia
e , ó , quanto eu queria
olhar a lua
com o olhar que nele havia !
Ouça o poema recitado
Pause antes a música do blog
Luiz Sommerville Junior, 1109201021,57


