Távola De Estrelas: Eu Canto o Poema Mudo

Távola De Estrelas

Poesia Do Céu Da Boca

* Sempre DS*SD erpmeS *

Távola De Estrelas, Poesia Do Céu Da Boca, Para Mastigar Devagarinho, Deve Ser Servida À Noite E Acompanhada Dum Bom Vinho Tinto...
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Imortal

Postado: Luíz Sommerville Junior On quarta-feira, março 12, 2014 0 Carinhos de Luxo



O pai tinha um sonho. O filho tinha uma certeza: - o sonho do pai
 
Um dia o pai morreu, mas a certeza do filho não.



Luíz Sommerville Junior, 120320140127


Inaudível

Postado: Luíz Sommerville Junior On terça-feira, março 11, 2014 0 Carinhos de Luxo



É tão difícil
- Ó música que impiedosamente me castigas!
Escrever conceituando o silêncio
Sua brancura é demasiada
Sua negrura tão excessiva
- asfixiante ! –
Que a surdez
Inviabiliza a boca
- Ó beijo atmosférico que me rejeitas ! ... –
Fechando-a
Na mente que busca em vão
A anestesia
Para a palavra ferida



Luíz Sommerville Junior, 110320140247


É Proibido Fechar Os Olhos

Postado: Luíz Sommerville Junior On terça-feira, março 11, 2014 0 Carinhos de Luxo



O silêncio ...
de tantas vidas que se vão
porque a bondade morreu
nas prosas
dos sem-coração...
 somente os surdos
escutam os gritos
apenas os mudos
falam da crueldade, barbárie ...
porém, quando a noite
acende milhões de velas perfumadas
no firmamento
há uma voz que dialoga
com o deserto ...

Para quê ? 

Para que o oásis irrompa de súbito
precisamente
junto do ventre que em luz
casou com o sol
e escreve
- é proibido fechar os olhos.

Ah , ver é gritar ao vento
a beleza da alma que namora com ...
- e por isso sofre -
... com a morte dos que deveriam estar vivos !...


 

Luíz Sommerville Junior, 050220141838


Tempestade - Reeditado

Postado: Luíz Sommerville Junior On sexta-feira, fevereiro 28, 2014 0 Carinhos de Luxo




Jamais poderei ser
O vento que movimenta a barca
Jamais poderei ser o mar
Em estradas d´água
Que foram a invenção de novos mundos
Jamais poderei ser o timoneiro
Que governa a canção dos marinheiros
até ao destino
Que é o fim
De tudo o que começa
E se vai embora
Jamais poderei ser como Magalhães
- seguir em linha recta!
Para regressar
A este (mesmo) lugar
Com uma nau desfeita
E suas velas e bandeira
irreconhecíveis , de dilaceradas
À deriva



Escrito ontem 270220142301
Reeditado hoje 280220141601


 Luíz Sommerville Junior , Eu Canto o Poema Mudo