Tombo ante nosso combate
Diante da saudade daquilo que sei
E também do que não provei.
És um só, mas te sabe tantos.
Poeta, marido, arauto,
louco, depravado, escravoe isto te faz três vezes santo...
e quanto escândalo abafado
neste nosso quarto apertado
de paredes que tudo querem saber
onde a tua respiração umedece
minha mais escondida flor nua
e como um português desbravador
apertas minhas terras mais ao sul
com a tua insana fome de invasor
me faz todos os atos, gato e sapato!
mas no final... no nosso entrave carnal
dou-te meu golpe fatal:
teu corpo num aperto oriental
e jorras para mim todo teu ouro.
Adormecendo no meu peito
Como o mais puro índio juvenil...
Daniele Dallaveccchia, 11.03.2013
Ao Jo


