Távola De Estrelas: loucura

Távola De Estrelas

Poesia Do Céu Da Boca

* Sempre DS*SD erpmeS *

Távola De Estrelas, Poesia Do Céu Da Boca, Para Mastigar Devagarinho, Deve Ser Servida À Noite E Acompanhada Dum Bom Vinho Tinto...
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Verso em Apatia

Postado: Daniele Dallavecchia On segunda-feira, março 25, 2013 3 Carinhos de Luxo


































Sistematicamente arranho o papel
na insistente cobrança dum verso
que expresse escrita audaz e cruel
a que minha mente exige impresso

Tão veloz quanto um pássaro ágil
fujo ao tema e facilmente disperso
letras belas ou soneto de fama vil
tanto pra inspirar-me neste universo...

Cansa-me o dilema de todo santo dia:
O mundo está louco ou eu com medo?
Deus, ainda não me curaste da apatia?

Antes,como uma pedra, tudo aguentava!
Tragédias,loucuras, maldades, desespero!
Só ilusão! não estava ainda acordada!



Daniele Dallavecchia 25032013



O Descobrimento de nós dois

Postado: Daniele Dallavecchia On segunda-feira, março 11, 2013 2 Carinhos de Luxo

















































Tombo ante nosso combate
Diante da saudade daquilo que sei
E também do que não provei.
És um só, mas te sabe tantos.
Poeta,  marido, arauto,
louco, depravado, escravo
e isto te faz três vezes santo...
e quanto escândalo abafado
neste nosso quarto apertado
de paredes que tudo querem saber
onde a tua respiração umedece
minha mais escondida  flor nua
e como um português desbravador
apertas minhas terras mais ao sul
com a tua insana fome de invasor
me faz todos os atos, gato e sapato!
mas no final... no nosso entrave carnal
dou-te meu golpe fatal:
teu corpo num aperto oriental
e jorras para mim todo teu ouro.

Adormecendo no meu peito
Como o mais puro índio juvenil...



Daniele Dallaveccchia, 11.03.2013


Ao Jo


SEM SAÍDA NEM JUÍZO

Postado: Daniele Dallavecchia On segunda-feira, dezembro 13, 2010 2 Carinhos de Luxo


Teus dedos deslizam sobre meu corpo,
dedilhando a música da paixão...
Suave é a noite fresca que me envolve,
sem pedir condição.
Sinto-me à deriva, sem defesa,
enfeitiçada por essa tua sedução...
Teu jeito educado, essa tua cultura...
Vasta é a terra de sabedoria que te abriga,
pequena é a terra de juízo que me contém.
Não sou nada, não vejo nada,
fora isso, permito-me embalar pelo compasso
das tuas palavras de amor.
Me solto e deixo envolver
por essa chuva que me lava toda a alma.
Pode levar agora a minha alma!