Jaz
a manhã gregoriana na revolta dos genitais
regaço onde o tempo extingue
a origem do tu és,
apesar da resistência em consequência amiga
do “ainda sou” *
ancorada na escuridão que de alucinada
faz renascer a tua voz – sem som ...
Jaz
a tarde sobre a dobra do mar
na linha queimada pelo pôr-do-sol
sem horizonte ...
em loucura furiosa ejacula
a última menstruação d´estrelas
de todas as ausências
que me esvaziam
ave (des)falecida algures noutra morada
agora que a noite é trovoada
a minh´alma ou vida espera-te
em vão ...
Luiz Sommerville Junior , 280320132359
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