Távola De Estrelas: poesias

Távola De Estrelas

Poesia Do Céu Da Boca

* Sempre DS*SD erpmeS *

Távola De Estrelas, Poesia Do Céu Da Boca, Para Mastigar Devagarinho, Deve Ser Servida À Noite E Acompanhada Dum Bom Vinho Tinto...
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Tempestade - Reeditado

Postado: Luíz Sommerville Junior On sexta-feira, fevereiro 28, 2014 0 Carinhos de Luxo




Jamais poderei ser
O vento que movimenta a barca
Jamais poderei ser o mar
Em estradas d´água
Que foram a invenção de novos mundos
Jamais poderei ser o timoneiro
Que governa a canção dos marinheiros
até ao destino
Que é o fim
De tudo o que começa
E se vai embora
Jamais poderei ser como Magalhães
- seguir em linha recta!
Para regressar
A este (mesmo) lugar
Com uma nau desfeita
E suas velas e bandeira
irreconhecíveis , de dilaceradas
À deriva



Escrito ontem 270220142301
Reeditado hoje 280220141601


 Luíz Sommerville Junior , Eu Canto o Poema Mudo


Tempestade

Postado: Luíz Sommerville Junior On quinta-feira, fevereiro 27, 2014 0 Carinhos de Luxo



Tempestade

Eu poderia ser
O vento que movimenta a barca
E o timoneiro
Que a governa até ao destino
Que é o fim
De tudo o que começa
E se vai embora
Ser como Magalhães
- seguir em linha recta !
Para regressar
A este (mesmo) lugar
À deriva



Luíz Sommerville Junior , 270220142301, Eu Canto o Poema Mudo


Gabinete

Postado: Luíz Sommerville Junior On segunda-feira, outubro 28, 2013 1 Carinhos de Luxo

O gabinete
a porta
o fecho
o trinco
a chave
o espaço do passo controlado
os olhos
a luz
o dia
a claridade
o passo do espaço ilimitado
o gabinete
os lábios
a língua
a boca
a voz
o espaço do grito sufocado

Latejante
a palavra emerge
na alma conturbada
no traço
sem hora marcada
uma porta fechada
- porta
- fecho
- trinco
- chave
o silêncio no espaço...



Luíz Sommerville Junior, poesias, Janeiro de 1983

* Foto de Luíz Sommerville Junior


Moinhos De Sangue

Postado: Luíz Sommerville Junior On domingo, fevereiro 05, 2012 2 Carinhos de Luxo


Pudesse eu,ó lado que me és, paixão!
comer as pinturas daquele que chegou
para mostrar-me a essência de Dali
Pudesse eu, ó roda de tão sagrado querer!
beber as esculturas daquele que me abraçou
para dar-me o modelo de Rodin
e jamais haveria, da fome e da sede,os pobres!
que morrem depressa no relógio vagaroso, dos mandarins!
como iludir os estômagos carecidos d´alimento?
como camuflar os corpos desprotegidos do frio
quando dos palácios escorrem os (de)feitos egoístas
das vaidades egocêntricas?
um, dois, três!
três famosos toques unem-se num só:
"Dança Macabra", "Dança Do Fogo","Dança Das Horas"
Que culpa há nos artistas
que ergueram as grandes obras da humanidade
se o beijo que nasce nas searas
morre nas mãos dos senhores
que revestem os seus aposentos
com o tecido do papel-moeda?
e os irmãos... que são tão belos nessa tristeza
que despedaça os corações de quem ainda vê,
são almas sacrificadas pela vida de sonho ausente...
queimando à revelia
da água dos olhos que ainda se agitam
a fé num mundo bom de verdade

Entretanto ...
os poetas aprendem com Camões e Pessoa
o regresso a Alcácer-Quibir
os músicos aprendem com Beethoven e Mozart
a fuga para tão desventurada tocatta
e nenhum deles serve...
o cobertor para a multidão de desabrigados
e nenhum deles serve ...
a refeição às vítimas da fome
e nenhum deles serve...
o conforto aos afundados na solidão ...

Simplesmente és tu ...
a dança sem lamento,
por tardio que fosse,
dos que fecham os largos portões
à palavra que se queria substantiva:
- Amor !

(Percebes que é o singular
da segunda pessoa verbal
que torna real a primeira?)

Sim! Simplesmente és tu!



JouElam, 040220121819


Moínhos De Sangue

Postado: Daniele Dallavecchia On sábado, fevereiro 04, 2012 0 Carinhos de Luxo


Pudesse eu,ó lado que me és, paixão!
comer as pinturas daquele que chegou
para mostrar-me a essência de Dali
Pudesse eu, ó roda de tão sagrado querer!
beber as esculturas daquele que me abraçou
para dar-me o modelo de Rodin
e jamais haveria, da fome e da sede,os pobres!
que morrem depressa no relógio vagaroso, dos mandarins!
como iludir os estômagos carecidos d´alimento?
como camuflar os corpos desprotegidos do frio
quando dos palácios escorrem os (de)feitos egoístas
das vaidades egocêntricas?
um, dois, três!
três famosos toques unem-se num só:
"Dança Macabra", "Dança Do Fogo","Dança Das Horas"
Que culpa há nos artistas
que ergueram as grandes obras da humanidade
se o beijo que nasce nas searas
morre nas mãos dos senhores
que revestem os seus aposentos
com o tecido do papel-moeda?
e os irmãos... que são tão belos nessa tristeza
que despedaça os corações de quem ainda vê,
são almas sacrificadas pela vida de sonho ausente...
queimando à revelia
da água dos olhos que ainda se agitam
a fé num mundo bom de verdade

Entretanto ...
os poetas aprendem com Camões e Pessoa
o regresso a Alcácer-Quibir
os músicos aprendem com Beethoven e Mozart
a fuga para tão desventurada tocatta
e nenhum deles serve...
o cobertor para a multidão de desabrigados
e nenhum deles serve ...
a refeição às vítimas da fome
e nenhum deles serve...
o conforto aos afundados na solidão ...

Simplesmente és tu ...
a dança sem lamento,
por tardio que fosse,
dos que fecham os largos portões
à palavra que se queria substantiva:
- Amor !

(Percebes que é o singular
da segunda pessoa verbal
que torna real a primeira?)

Sim! Simplesmente és tu!



JouElam, 040220121819

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"Quando Si è Qualcuno"

Postado: Luiz Sommerville Junior On sábado, julho 23, 2011 5 Carinhos de Luxo
























Ao corpo
que antes foi apenas ave
mas é agora voo
agarra-se a tragédia
de todo o ser
enquanto não voava
era vida
que a muitos não prestava
porque os céus não alcançava
agora que neles é a asa
muito mais do que o leve animal
- é passaro, voo e céu -
continua sendo apontada
como uma caricatura
do mais perfeito avião
para muitos não passa
duma vida mascarada
para outros
é conteúdo igual
a qualquer um
o que salva a alma de Goethe
é o nome
verdadeiro ou não
o pássaro que joga ao chão
a máscara
do inimigo que o imitava
esse "empresário" que vota o tenor
ao inferno
para estrear a ópera do Diabo
não entende tal criatura a falsidade
do vestido ao qual vive aprisionada
nesse platonismo d´ inveja desenfreada
pretende no inverno da vida
a primavera duma noiva nunca desflorada
qual dia que está para nascer
e antes foi a morte da luz
ó escuridão sangrando na madrugada !
ó mentes levianas , olhai ,
prestai atenção :
o que tendes na mão
é o corpo cadáver
daquela...
ave ...
que outrora
não voava ...



Luiz Sommerville Junior , 170520110839



"Quem tem a sorte de nascer personagem vivo, pode rir até da morte. Não morre mais... Quem era Sancho Panza ? Quem era Dom Abbondio ? E, no entanto, vivem eternamente, pois - vivos embriões - tiveram a sorte de encontrar uma matriz fecunda, uma fantasia que soube criá-los e nutri-los, fazê-los viver para a eternidade!"
-Luigi Pirandello-



Particular...

Postado: Daniele Dallavecchia On segunda-feira, janeiro 31, 2011 1 Carinhos de Luxo


Sim, é verdade,
alguns dias são
infinitamente mais tristes
que outros...
É difícil enxergar o horizonte,
com lágrimas nos olhos.
A dor é uma Excalibur,
cravada no coração...
E talvez, só talvez,
toda canção,
me faça lembrar você...
Atormentando-me
outra vez...