Távola De Estrelas

Távola De Estrelas

Poesia Do Céu Da Boca

* Sempre DS*SD erpmeS *

Távola De Estrelas, Poesia Do Céu Da Boca, Para Mastigar Devagarinho, Deve Ser Servida À Noite E Acompanhada Dum Bom Vinho Tinto...

Dallavechia´s Photo SlideShow

Postado: Luiz Sommerville Junior On quarta-feira, agosto 07, 2013

Fotos, Art Computer, Edição e Criação de Arquivo Flash (c) Dallavecchia´s Photo


Desastre

Postado: Luíz Sommerville Junior On domingo, agosto 04, 2013 1 Carinhos de Luxo


Morreu ontem
quando o relógio caiu ao chão
por culpa duma asa que se libertou do tempo
foi triste de ver
a maquinaria desfeita, peças desorientadas, estateladas
implorando por um minuto certo
naquele espaço sem consequência e sem acerto
quando o tempo se faz desastre
para onde vão os fragmentos da vida?
pedaços de gerações alinhados no guarda-roupas?
anos de tristezas e alegrias aprisionados numa caixinha de jóias?
dias memoráveis encaixotados num baú
e despachados no próximo trem de mercadorias?
ou todas as riquezas da alma vendidas numa qualquer Feira da Ladra?
ontem parou de vez, consequência duma peça defeituosa
soltou-se do pulso no qual marcava a cadência que o orientava ...
todo o tempo carece duma âncora ...


Luíz Sommerville Junior, 030820132343


Montanha que viu (o que todo mundo já viu)

Postado: Daniele Dallavecchia On quinta-feira, agosto 01, 2013 1 Carinhos de Luxo




Na qualidade de copiar
era soberana
no quesito plagiar
era mestranda
Sem elegância, 
sem distinção
lia, tecia, comia
linhas e linhas de versos
mas tudo saia ao inverso
do que sua mente doentia
tanto apetecia
Sem postura ou educação
lia, relia, mexia, remexia
com ou sem razão
nada tinha ela
nada era ela
mas tudo queria ser
que não fosse ela
presente ou passado
não se desprendia...
se corruía,
mal amanhecia o dia
não conseguia
seguir adiante
ser aliciante
parar um instante...
pensar num futuro 
- distante -
não, ela não...
pois não tinha aptidão
para poesia, para a seda, para o suave
não havia naquela pena
tinta nem talento
só uma cabeça de vento
não pensava na dor que causava
tanta deselegância
(Ó maldita petulância)
Apenas nas páginas do nosso pensamento
sentia deveras calma
aliviava a alma...
tão dependente de nós
e eu e ele
já sabíamos que entre nossas letras
a traça
que trapaça
nunca liga se ultrapassa
qualquer limite
ela nunca desiste
contanto que nos imite....

(o elogio dos outros era para ela maior que qualquer ética ou moral,
mas há de se ter perdão, pois ela não sabe o que é educação)

Daniele Dallavecchia