Na qualidade de copiar
era soberana
no quesito plagiar
era mestranda
Sem elegância,
sem distinção
lia, tecia, comia
linhas e linhas de versos
mas tudo saia ao inverso
do que sua mente doentia
tanto apetecia
Sem postura ou educação
lia, relia, mexia, remexia
com ou sem razão
nada tinha ela
nada era ela
mas tudo queria ser
que não fosse ela
presente ou passado
não se desprendia...
se corruía,
mal amanhecia o dia
não conseguia
seguir adiante
ser aliciante
parar um instante...
pensar num futuro
- distante -
não, ela não...
pois não tinha aptidão
para poesia, para a seda, para o suave
não havia naquela pena
tinta nem talento
só uma cabeça de vento
não pensava na dor que causava
tanta deselegância
(Ó maldita petulância)
Apenas nas páginas do nosso pensamento
sentia deveras calma
aliviava a alma...
tão dependente de nós
e eu e ele
já sabíamos que entre nossas letras
a traça
que trapaça
nunca liga se ultrapassa
qualquer limite
ela nunca desiste
contanto que nos imite....
(o elogio dos outros era para ela maior que qualquer ética ou moral,
mas há de se ter perdão, pois ela não sabe o que é educação)
Daniele Dallavecchia