Távola De Estrelas

Távola De Estrelas

Poesia Do Céu Da Boca

* Sempre DS*SD erpmeS *

Távola De Estrelas, Poesia Do Céu Da Boca, Para Mastigar Devagarinho, Deve Ser Servida À Noite E Acompanhada Dum Bom Vinho Tinto...

Inaudível

Postado: Luíz Sommerville Junior On terça-feira, março 11, 2014 0 Carinhos de Luxo



É tão difícil
- Ó música que impiedosamente me castigas!
Escrever conceituando o silêncio
Sua brancura é demasiada
Sua negrura tão excessiva
- asfixiante ! –
Que a surdez
Inviabiliza a boca
- Ó beijo atmosférico que me rejeitas ! ... –
Fechando-a
Na mente que busca em vão
A anestesia
Para a palavra ferida



Luíz Sommerville Junior, 110320140247


É Proibido Fechar Os Olhos

Postado: Luíz Sommerville Junior On terça-feira, março 11, 2014 0 Carinhos de Luxo



O silêncio ...
de tantas vidas que se vão
porque a bondade morreu
nas prosas
dos sem-coração...
 somente os surdos
escutam os gritos
apenas os mudos
falam da crueldade, barbárie ...
porém, quando a noite
acende milhões de velas perfumadas
no firmamento
há uma voz que dialoga
com o deserto ...

Para quê ? 

Para que o oásis irrompa de súbito
precisamente
junto do ventre que em luz
casou com o sol
e escreve
- é proibido fechar os olhos.

Ah , ver é gritar ao vento
a beleza da alma que namora com ...
- e por isso sofre -
... com a morte dos que deveriam estar vivos !...


 

Luíz Sommerville Junior, 050220141838


Meus Vitrais

Postado: Daniele Dallavecchia On terça-feira, março 11, 2014 0 Carinhos de Luxo



Se eu pudesse
te contaria
de forma única,
para embelezar teus dias,
todos os contos
que se vitralizam nos meus olhos
Mas não sou poeta
nem angélica
Sou apenas aquela
que sonha te seguir
no raiar da vida
e também no cair
Mas se eu pudesse
ah, meu amor
quantos vitrais nos meus olhos...



Daniele Dallavecchia, 11032014.00:04

Amor,

Se eu pudesse
beijaria o teu pensamento
abraçaria a tua voz
e depois cantaria
as tuas ideias
com o olhar em fusão
nos teus cabelos
que campos de trigo são
sim, se eu pudesse
tactearia
as tuas células
vitrais impossíveis de contemplar
mas que são cores e formas
possíveis de reais
d´união em permanente revolução
do amor num só ninar
enquanto por todas as vidas
a vida nos abençoar.

Teu, Jo

In Luso-Poemas, página de Daniele Dallavecchia, 11 03 2014,00:43