Távola De Estrelas

Távola De Estrelas

Poesia Do Céu Da Boca

* Sempre DS*SD erpmeS *

Távola De Estrelas, Poesia Do Céu Da Boca, Para Mastigar Devagarinho, Deve Ser Servida À Noite E Acompanhada Dum Bom Vinho Tinto...

Das sensações

Postado: Daniele Dallavecchia On sábado, abril 12, 2014 0 Carinhos de Luxo


Segui, por amor,
cegamente ao fio de Ariadne
Fui devagar
e apressada ao mesmo tempo
Nem sempre
o tempo está de bom humor
Fui como flecha de arqueiro
lançando-me ao jogo do amor
sem medo, sem desespero
Simplesmente fui!
Não importava muito
acertar o alvo
mas tentar...
Tentar ser feliz
tentar te fazer feliz
tentar o diferente
tentar de repente
sem pensar se ía ou não dar certo
Fui Feliz
fostes feliz
Se o relógio não nos deu corda
não temos culpa
fizemos amor nas horas mais improváveis
fizemos coisas só nossas
nos minutos incertos
e fomos infinitamente felizes
por segundos quase fatais
Valeu a pena?
Quanto vale encontrar o verdadeiro amor?
não é o quanto  vivemos
mas como vivemos
não é a quantidade
mas a intensidade



Daniele Dallavecchia 12042014.01:00


Sonata Dos Lábios

Postado: Luíz Sommerville Junior On quinta-feira, abril 10, 2014 0 Carinhos de Luxo


Em quantos olhares me tens , ó meu amor ?!..., 
que da tua luz a rodar, 
nesta noite vermelha
da prece mais-que-virgem, pura!, 
emana a tua boca soprando... 
aconchegando-me , ó meu agasalho!
sorrindo nos meus raros cabelos...
que te fantasio no relampejar das mariposas... 
no reluzir solene das flores em culto ao Sol
que são lantejoulas pregadas no linho, dos mares!
- as ondulações da tua melodia
 ó minha vaga marítima em de salgada em saia rodada!
de mãos dadas com a cintura do luar
eis-me aqui gritando:
- ó alturas!!!...

que me calo, 
que me calo..
porque falar-te... 
é abraçar as nuvens
que da água,céu ! 
chovem os teus beijos...  




Luiz Sommerville , 251220100858 , (c) Távola De Estrelas


"Humano(Jamais será), Demasiado Humano"

Postado: Luíz Sommerville Junior On segunda-feira, abril 07, 2014 0 Carinhos de Luxo




Todas as noites
quando o sol morre no meu olhar
viajo na escuridão
qual poema maldito
que às cegas destrói o relógio
que o tacto não consegue desvendar
mas...
é na incerteza da hora que encontro
a solução para a grave avaria
deste meu mergulhar no tempo
que se foi e nunca foi meu
e que vem, em regresso (e)terno
no espaço que transforma os céus
em saias de nuvens
em almas d´água fresca...
agora ...
só me falta ...
naufragar !

Talvez as paternidades nunca geradas
as maternidades nunca vingadas
gerem filhos
numa lista que em biliões de tempos aguarda
o degelo
para que o conforto tropical de novos oceanos
acarinhe e alimente um novo dia
em que todos os gerados, naturalmente, sem esforço,
em comunhão, e duma vez por todas, dêem as mãos
assim ...
mãe, pai, filho em sinónimo de todos os nomes e pronomes
semelhante de :
eu, tu , ele

nós, vós , eles ...







Luíz Sommerville Junior, 24/03/2014 22:25 07 04 2014, 23:11 -