Távola De Estrelas

Távola De Estrelas

Poesia Do Céu Da Boca

* Sempre DS*SD erpmeS *

Távola De Estrelas, Poesia Do Céu Da Boca, Para Mastigar Devagarinho, Deve Ser Servida À Noite E Acompanhada Dum Bom Vinho Tinto...

"A Última Imagem" - Amor Imortal II

Postado: Luiz Sommerville Junior On sexta-feira, setembro 12, 2014 0 Carinhos de Luxo

eu queria 
em lápide
o epitáfio
da derradeira madrugada
prévia do abismo
sem flores
noite imortal
ausente d´estrelas
em chão
céu da boca
onde
todas as letras
liquidam
a palavra


e nas nuvens
em valsa de cabelos brilhantes
“a menina que amava o poeta”
movimentando a luz
do único paraíso:
 – ela.




Luíz Sommerville Junior, 110920142302


Uma Questão de ... Tempo

Postado: Luíz Sommerville Junior On segunda-feira, setembro 08, 2014 1 Carinhos de Luxo


Afogo a dor involuntária
trocando lágrimas por um trago
do teu whisky preferido...
sabor enriquecido pelas datas
-épocas dos nossos elos doirados!
brilhos, reflexos multicor em nossas mãos
- juradas e assinadas, cumpridas!
nos apelidos trocados, permutados
dias que são de nós, paternidade!
ó terna e doce imagem
que és corpo musical, real!
e
adormeço nos teus braços,
ó meu destino! tentando compreender
onde queres me levar
assim de mãos tão apertadas
com este andar
ora lento, ora apressado
o que há nesse teu relógio
de cordas tão descompassadas?
por que é que o teu ponteiro
sempre busca uma razão?
se és dono do tempo
- meu e teu -
por que esse medo,
por que esse tic-tac tão ateu?
és menino e Imperador
és atemporal
e também jaz no tempo...

E não há número mais poético
nem livro mais virgem
do que …
o teu dia questionando
o eu … de teu:
- quem és afinal?
nessa hora...
todas as horas???


um pássaro de mil e uma luzes 
em milhares de movimentos harmoniosos 
difundindo holografias
no aroma matrimonial das doze noites…

 
abrindo
fechando
o símbolo
(?)







Sommerville,  070920142025






Ao Longo - Requiem

Postado: Luíz Sommerville Junior On domingo, setembro 07, 2014 0 Carinhos de Luxo


Terra
ao longo dum ponto cravado no infinito
Água
ao longo do pesponto da vida
Ar
invólucro dos corpos,
interior da matéria
Céu,
ao longo dos elementos que existem,
inquestionável,

E, cerrando os olhos
paralisando os punhos
cegando a voz
suicidando os ouvidos
ao longo deste meu mar
- epiderme ou lençol
que é leito,desfeito, do que fui...
sem almofada para repousar o topo da montanha
cérebro !
descalço por opção única ,
alternativa inferior ausentada do espelho
atropelo da saudade fatalmente ferida

ó, há lágrimas cortando a superfície ,
congelando a bússola que orienta os pássaros ! ...

Sou feito de vinte e quatro horas
em cada minuto apaixonado
pelo príncipe destituido do trono , segundo !
ah , relógio onde aprendi que o meu aeiou
é pulso redondo imobilizado
olhando com encanto as duas agulhas, girando ...
sobre a intersecção dos algarismos
desenhar-vos é alcançar a foz, aberta !
ó espanto do que é simples !

Sou carne do dia
em cada noite onde o cortejo dos pequeninos
meninos dormindo ...
abrem os livros no capítulo onde as fadas
semeiam pais e mães gritando às velas
pela pátria sem fronteiras em acenos mágicos
que tingem de vermelho as bandeiras brancas ...

Terra,
ó terra ! ...
um copo do teu vinho, tinto !
seria a mais sublime salvação

Água, ó água
um gole da tua liquidez, leite !
seria a perfeita hidratação

Ar,
um átomo do teu cortejo, cristalino !
seria a mais pura regeneração

Céu , ó céu
um beijo teu ...
seria oiro sobre azul
redenção !

Boca , ó boca...

Sim , sou feito de relógios ...
que são ... um só tempo ...
que são ...

os ...

teus ...

lábios ...


Luiz Sommerville , 030120110501 , A Madrugada Das Flores