Se fossem flores
as lágrimas que me pendem nos cílios
imagina , meu amor ,
os jardins que sorririam nos teus olhos
se fossem poemas
as gotas que escorrem como rios na minha derme
imagina , meu amor ,
os livros que tuas queridas mãos receberiam
se fossem pássaros
as construções que me revolvem a mente
imagina , meu amor ,
os mundos onde os teus pés seriam (per)seguidos
se fossem músicas
os bafos sufocados que me (não) saem
imagina , meu amor ,
os instrumentos que te ensaiariam
se fossem peixes
as veias que me transportam o sangue
imagina , meu amor ,
os rios e oceanos que te vestiriam
se fossem joaninhas
os estremeceres deste meu corpo
imagina , meu amor ,
as plantas de boa colheita que te agraciariam
se fossem céus
os sorrisos que no meu rosto se revelam
imagina , meu amor ,
a eternidade que te (a)guardaria...
Mas ...
Estes se´s anulam o tanto que tu possas imaginar
condiconam(me) , aprisionando(nos) ...
Se eu puder libertar o condicional
e erguer o absoluto
então
incondicionalmente
meu amor , imagina ,
as horas soprando no relógio :
- acelerai ponteiros , acelerai !
e estancai , agora , exactamente,
neste preciso e precioso segundo
em que eu de parado
traço todos os caminhos que (me) conduzem
ao destino que escolhi e faço
aqui , onde nascem
os anjos que respiram a sagração do amor ...
Luiz Sommerville Junior, Nov 2010
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Comentários do Luso Poemas
Poemas e Frases - Destinodanieledallavecchia
Publicado: 24/09/2014 06:20 Actualizado: 24/09/2014 06:22
Da casa!
Usuário desde: 21/08/2011
Localidade: Rio de Janeiro - BR
Mensagens: 401
Lembro-me desse dia
ó quanta agonia!
pela briga que se seguia
e naquela discussão fria,
tua pena ilustre ardia
talhando na folha, a poesia
que com tamanha maestria,
argumentos meus derrubaria
na delicadeza do que eu leria
quando ao raiar do dia
em lágrimas me desfazia
um golpe de mestre, eu via
ganhando minha alma com magia
e aos pulos vi em mim tal alegria
quando descobri que o poeta sentia
tanto quanto em meu peito havia
daquele amor que se explodia
nele também se expandia.
te amo, príncipe encantado, eterno namorado!
ó quanta agonia!
pela briga que se seguia
e naquela discussão fria,
tua pena ilustre ardia
talhando na folha, a poesia
que com tamanha maestria,
argumentos meus derrubaria
na delicadeza do que eu leria
quando ao raiar do dia
em lágrimas me desfazia
um golpe de mestre, eu via
ganhando minha alma com magia
e aos pulos vi em mim tal alegria
quando descobri que o poeta sentia
tanto quanto em meu peito havia
daquele amor que se explodia
nele também se expandia.
te amo, príncipe encantado, eterno namorado!
Status: Active
Publicado: 23/09/2014 18:53 Actualizado: 23/09/2014 18:53
Colaborador
Usuário desde: 08/02/2008
Localidade: Brasil
Mensagens: 4419
Sem palavras, sem palavras!
Status: Active
Publicado: 23/09/2014 12:06 Actualizado: 23/09/2014 12:06
Colaborador
Usuário desde: 30/05/2011
Localidade: Campo Grande/MS - Brasil
Mensagens: 673
Poeta, você tem seu estilo próprio de escrever e ele consiste no inusitado da abordagem do tema; na estrutura formal feita ao seu gosto, às suas "necessidades" de expressão dos sentimentos que embalam o eu lírico. Prova disso temos neste poema: o inusitado dessas belas metáforas hipotéticas /se fossem flores/ /as lágrimas que me pendem dos cílios/...e assim vai, usando a conjunção condicional "se"... de repente muda a estrutura formal e surge a adversativa "mas"...então surge o desejo de libertar do condicional e viver o absoluto, mas esse absoluto é apenas um pedido para imaginar... Lindo seu poema. Abraço.
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