Távola De Estrelas: távola de estrelas

Távola De Estrelas

Poesia Do Céu Da Boca

* Sempre DS*SD erpmeS *

Távola De Estrelas, Poesia Do Céu Da Boca, Para Mastigar Devagarinho, Deve Ser Servida À Noite E Acompanhada Dum Bom Vinho Tinto...
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Original

Postado: Daniele Dallavecchia On segunda-feira, janeiro 20, 2014 0 Carinhos de Luxo

no amor
duas palavras terríveis
de tão belas
a palavra beijo
rebenta com tudo
força descomunal

A palavra mão
esta é tão essencial
que o beijo se multiplica
no corpo universal
dum só ser
sem igual

e... ainda há
uma outra que é capital
- cópula !

(escutando a luz nupcial dos astros ...)



JouElam , 31 Maio de 2011



Verso em Apatia

Postado: Daniele Dallavecchia On segunda-feira, março 25, 2013 3 Carinhos de Luxo


































Sistematicamente arranho o papel
na insistente cobrança dum verso
que expresse escrita audaz e cruel
a que minha mente exige impresso

Tão veloz quanto um pássaro ágil
fujo ao tema e facilmente disperso
letras belas ou soneto de fama vil
tanto pra inspirar-me neste universo...

Cansa-me o dilema de todo santo dia:
O mundo está louco ou eu com medo?
Deus, ainda não me curaste da apatia?

Antes,como uma pedra, tudo aguentava!
Tragédias,loucuras, maldades, desespero!
Só ilusão! não estava ainda acordada!



Daniele Dallavecchia 25032013



O Poeta que me procurava

Postado: Daniele Dallavecchia On quarta-feira, janeiro 02, 2013 3 Carinhos de Luxo


São versos bucólicos
os olhos meus que te vêem
assim tão belo,ó meu fulgor!
suspirando poesia,
anoitecendo a nostalgia
fascinando de amor
o nascer do meu dia....
São sim, os versos teus
meu poeta, meu senhor
que me fazem voltar ao tempo
viver cada momento
da nossa história,
de todo o nosso sentimento.
Tanto, tanto
que eu li as tuas linhas
ora vivas e cheias de esplendor,
ora tristes, morrendo de amor...
E eu não sabia
que era por mim
que a tua lágrima tombava
Não, eu não sabia
porque andava tonta e perdida
nebulosa de dúvidas,
masmorra trancada de mim
sem saber que o amor que eu tinha
também me tinha
triste e só do outro lado da linha.


(A tua chave não sabia que eu era a fechadura
perdida e só, esperança muda e crua na poeira
enferrujada do coração...mas um dia...
a chave abriu o tão sonhado amor: nosso amor!)


Daniele Dallavecchia, 02012013

Ao meu Poeta
marido duma vida inteira e para sempre.


Das Cavernas até às Estrelas

Postado: Luíz Sommerville Junior On sábado, julho 07, 2012 0 Carinhos de Luxo





Há em cada palavra
um universo
o conjunto
de todas as palavras
contém
todos os universos possíveis
- ó grandeza ! -
sendo cada ser humano
por dentro e por fora
rei e servo
de tão imensurável cosmos
que é
para nós
por nós
de nós
e em nós
nosso , vosso
então ... conclusão :
as palavras , todas ! ,
são
a forma que o homem encontrou
de gerar em cada um
a invenção de "deus"
mas ...
porque razão
o vocábulo
é tantas vezes
contra , inimigo , do ser ?
"o diabo" não é o oposto
de toda a energia criadora ?
se o bem vencesse o mal
significaria isso a extinção ?
será o mal um mal necessário
para que possa existir um pouco de bem ?
imaginemos um mundo sem verbos
haveria gestos , actos ?
e não havendo atitudes , acção ! ,
para onde iria
todo e qualquer movimento ?
pararia ? ficaríamos congelados no tempo ?
ah , mas já existimos sem a Língua
mas o que foi no passado significaria no presente - existir ?
não sei ! ...
apenas sei , que ...

H
á em cada palavra
uma terra de dúvidas
por dentro e por fora !



JouElam , 070720120308


A Mesa Nas Tuas Mãos

Postado: Luiz Sommerville Junior On sexta-feira, setembro 23, 2011 1 Carinhos de Luxo


Abri o teu livro
(Deus sabe muito bem
como é verdadeira
a minha afirmação)
e encontrei-me
nas tuas mãos
par de flores
dum só jardim
aberto
em Percepção
certo
tremo...
porque não posso
não quero
fechá-lo
(a ele , o livro)
leio-te devagarinho
temo por tão belo
papel branquinho
por tão sentidas
e dedicadas palavras
é meu ?
o certo é que com o teu livro
tão perto... apertadinho !
o meu coração prisioneiro
é feliz na liberdade
que é távola das tua mãos ...

E nunca antes
a palavra Para
veio desta maneira
em dedicatória
de toda a vida ,
a vida inteira !


À minha amada mulher Dani

Obrigado querida !

Teu Sommer

Luiz Sommerville Junior , 230920110132





Sonata Do (não) Saber - Recitado

Postado: Luiz Sommerville Junior On segunda-feira, julho 25, 2011 2 Carinhos de Luxo


Cá para mim que sou teu
mas ninguém sabe,
o poema sabe, mas é mudo,
posso confiar na sacralidade
desta certeza-
todos sabem o que não sabem,
em conversa com meus botões,
me interrogo
se por ventura eu saberei
o que sabe o poema
nesta dúvida me quedo
mas, afinal
que importa saber?
ainda há pouco faleceu um gato
que nada sabia de astronomia
e , ó , quanto eu queria
olhar a lua
com o olhar que nele havia !


Ouça o poema recitado

Pause antes a música do blog 



Luiz Sommerville Junior, 1109201021,57


"Quando Si è Qualcuno"

Postado: Luiz Sommerville Junior On sábado, julho 23, 2011 5 Carinhos de Luxo
























Ao corpo
que antes foi apenas ave
mas é agora voo
agarra-se a tragédia
de todo o ser
enquanto não voava
era vida
que a muitos não prestava
porque os céus não alcançava
agora que neles é a asa
muito mais do que o leve animal
- é passaro, voo e céu -
continua sendo apontada
como uma caricatura
do mais perfeito avião
para muitos não passa
duma vida mascarada
para outros
é conteúdo igual
a qualquer um
o que salva a alma de Goethe
é o nome
verdadeiro ou não
o pássaro que joga ao chão
a máscara
do inimigo que o imitava
esse "empresário" que vota o tenor
ao inferno
para estrear a ópera do Diabo
não entende tal criatura a falsidade
do vestido ao qual vive aprisionada
nesse platonismo d´ inveja desenfreada
pretende no inverno da vida
a primavera duma noiva nunca desflorada
qual dia que está para nascer
e antes foi a morte da luz
ó escuridão sangrando na madrugada !
ó mentes levianas , olhai ,
prestai atenção :
o que tendes na mão
é o corpo cadáver
daquela...
ave ...
que outrora
não voava ...



Luiz Sommerville Junior , 170520110839



"Quem tem a sorte de nascer personagem vivo, pode rir até da morte. Não morre mais... Quem era Sancho Panza ? Quem era Dom Abbondio ? E, no entanto, vivem eternamente, pois - vivos embriões - tiveram a sorte de encontrar uma matriz fecunda, uma fantasia que soube criá-los e nutri-los, fazê-los viver para a eternidade!"
-Luigi Pirandello-



Verão de Borboletas

Postado: Daniele Dallavecchia On quarta-feira, julho 06, 2011 2 Carinhos de Luxo


A vida
é um sopro de Deus
sobre a terra,
resumo de grãos
no tempo
e o amor,
um verão
de borboletas...
Tudo é tão intenso
e ridiculamente
breve,
que qualquer distração
pode ser a cruz
que nos condena
à solidão...
Pensar nos alumia,
dispersa a culpa,
afasta a ação de um impulso
- ganhar ou perder -
num jeito espontâneo de ser,
Se penso, freio
a emoção...
E porque ter razão
demais
esfria o calor do meu corpo
é que disparo
rumo aos teus braços,
dispensando qualquer razão...
Tudo posso
dentro dos sonhos
que são meus
e porque a vida é sopro divino
é que me deixo levar
livre
para seguir
onde guia o coração...

Daniele Dallavecchia

For my love Sommer


Lençóis De Pedra

Postado: Luiz Sommerville Junior On domingo, julho 03, 2011 1 Carinhos de Luxo


Com adaga de leis
do amor que não tens
em golpe arco d´ogiva alongada
roubaste todos os sonhos...
e como sonhar a vida
que de trigo é carecida?
Sinto as tuas pisadas
mas não és tu
é a estátua da avenida
que do alto me observa, congelada !
irmã deste chão em que(não)durmo
leito frio em forma de calçada ...
Cinco horas da madrugada
o cheiro a pão quentinho
- grita a fome no meu corpo , silenciada !
felizes são as pombas
porque têm quem lhes dê de comer
por mais que elas voem para outra morada
há sempre alguém que lhes siga a asa
afagada ....
(a voz que fala é a voz que dorme?)


Luiz Sommerville Junior, 030720110222


"Parla Piu Piano" III

Postado: Luiz Sommerville Junior On sábado, junho 25, 2011 0 Carinhos de Luxo



"Parla piu piano", meu amor,
que as estrelas dos teus beijos
dançam em pressão-descompressão
nas teclas onde as ondas dos teus vestidos
inundam em rastros de luz , todas as caminhadas!

"Parla piu piano", minha querida, 
há triunfos cravados nos anéis que nos bafejam
com os cânticos de Salomão!
esmeraldas coroando a noite bendita
águas-marinhas brincando com os teus cabelos
que são o dia - da minha alegria !
e ... há turquesas nos teus olhos
estendendo ao longo desta tarde
o cofre precioso dos teus sorrisos! ...

"Parla piu piano, amore mio"
o que é em mim que não sou eu ?
- a tua generosidade ornando o meu coração
com carinhos d´escola libertadora ! - 
 amo-te e é tudo ... ou apenas o começo ... 
do que há de mais-que-perfeito
quando dois corações se unem
Deus sente-se feliz ... 


Luiz Sommerville Junior , 25 Junho 2011 18:34



Por Detrás Do Silêncio

Postado: ★♡ JouElam e Dallavecchia ♡★ On quinta-feira, junho 23, 2011 2 Carinhos de Luxo





























Dói-me a água nas nascentes
que me verbaliza
mas não a ponto
de paralisar-me os pensamentos...
dói-me o ar magoado, chaga ,
que me conjuga
mas não a ponto de matar-me
ou d´apagar a luz que me guia
amor !
dói-me o pão amassado
meu substantivo !
mas não a ponto de ser irrecuperável
forma, bailado, sagrado, calado...
e ...
dói-me o vinho na videira
pela vida inteira !
sangue
que me isenta
os pecados ,
trazendo unção verdadeira.



Dueto: Luiz Sommeville Junior & Daniele Dallavecchia


Sina (Lendo Camões)

Postado: ★♡ JouElam e Dallavecchia ♡★ On domingo, junho 19, 2011 4 Carinhos de Luxo

Camões, falece a cada vez que a mudança morre na vontade dos homens.
Neste todo o tempo de nada adianta trocar os homens cuja vontade é nada mudar.
Para que se mudem as vontades,- urgentemente - é preemente espalhar o sopro
imperativo declamado com as mãos: - mude-se o tempo!


LSJ, relendo Camões hoje, 100620112020


O seu vermelho escorre
nas penas de tinta e mola
das infames garras
que na desgraça se contentam
dos escribas palacianos
que têm leis nas mãos
e amuletos cristãos ao pescoço
como se amar
seja sinónimo do emblema da corte
ou antónimo de D. Afonso I !...
Ei-lo , de novo,desterrado!
jogado às galés!
tudo por uma palavra
tudo porque a semântica
da epopeia
a fonia do soneto
ou a redondilha maior
na sintaxe dela
galga muros,marés e fronteiras
palavras de aventura e aventureiras
e porque sabe cantar como ninguém,
a vida que da alma chama
o amor que o peito reclama
os povos e crenças que a Língua une
tem de morrer em terra insana
"amor é fogo que arde sem se ver"
e as palavras,aquelas...
que ninguém quer escrever
carregadas do mar com o seu sal
Portugal, Portugal !
que de certos portugueses
tão incertos nas vezes
"não reza a História sagrada"
é com palavras que se pescam peixes
é com palavras , é com palavras
é com palavras , é com palavras
que se imortaliza a terra
mas nesta mudez falada
de tanta vez condenar ao desterro
o nosso Luiz Vaz
as palavras, palavras, palavras
desertam, escapulem-se das páginas
e aos olhos e às mãos
salta um livro de nada
aos riscos, sarrabiscado
aos riscos...
sarrabiscado...
com as penas de tinta e mola
dos escribas...

tem peixes em terra
e homens no ar
estranha condição
de tanto trocar
o direito e a razão!

Luiz Sommerville Junior


Percepção

Postado: Daniele Dallavecchia On sexta-feira, junho 17, 2011 8 Carinhos de Luxo


Tenho medo
da madrugada fria
que adormece sonhos,
medo das tempestades de verão
que deixam escombros
sobre corpos celestiais,
tão belos e leais
como crianças soprando
bolinhas de sabão
na aurora da inocência...
Tenho medo desse lugar,
esse mundo
tão pequeno e imperfeito,
onde talvez não caiba
o nosso amor,
mas há muito deixei de procurar
um lugar para nós...
que importa a dor
que nos causam
os que não entendem
a dimensão que é o sentir d'alma,
Deus e o firmamento...
Se temos um ao outro,
por toda a vida
e beijos santos
para nos curar
que importa encontrar outro lugar?


Daniele Dallavecchia 17061114:44