Távola De Estrelas

Távola De Estrelas

Poesia Do Céu Da Boca

* Sempre DS*SD erpmeS *

Távola De Estrelas, Poesia Do Céu Da Boca, Para Mastigar Devagarinho, Deve Ser Servida À Noite E Acompanhada Dum Bom Vinho Tinto...

Novo tempo...

Postado: Daniele Dallavecchia On terça-feira, novembro 23, 2010 3 Carinhos de Luxo





Acordei com as batidas do meu coração,

saltavam dentro deste apertado arcabouço.

Um misto de despedida, dor e perdão,

desprendendo-me do muito que durou pouco...

Sofri ainda pelo apego àquela doida paixão,

mas tive coragem de lutar contra meu louco,

destemido, atrapalhado e infantil coração.

Nada de ruim ficou...Lágrimas tampouco...


Novembros - Ao Yon

Postado: Luíz Sommerville Junior On quinta-feira, novembro 18, 2010 0 Carinhos de Luxo

O brinde que ergueste , ó querido irmão !
anda a tilintar , nas taças do mar ,
qual gaivota a esbarrar no mastro
do barco que na baía paralisou
para admirar o teu braço a levantar !
esse mar , a juntar , tantas Terras
dos céus onde nossas vidas
andam a navegar .. navegando ... levitando!
um brinde às nossas cores amadas
"ao vinho e à cachaça"
de todas as estradas que (nos)conduzem ao coração
do Homem em ascenção aos desígnios insondáveis
de tudo o que (já) não vemos mais
mas sabemos , enquanto vida temos
são como a mais bela canção
impossíveis d´ agarrar , hinos nos ouvidos a falar
todas as almas ao tempo por onde o vento não se cansa de assobiar
todas as Construções , todas as Noites Que (nos) Eram e Levaram ...
Todos as Mensagens , poemas Número Vinte
dançando nos lençóis que um dia foram testemunhos
do escrever na carne os sonhos do corpo que arde
Ó irmão ! "Se esta rua , se esta rua fosse minha
eu mandava , eu mandava ladrilhar ...
com pedrinhas, com pedrinha de brilhante" o chão !
dos poetas que se riem dos poetas que só sabem chorar !
todos os poetas que em TI te fizeram o verbo sonhar !
o lirismo derramado sobre a mesa
ou o sangue escorrendo como vinho no dedilhar
da guitarra que eu te daria , do violão em que tu , às costas ,
me transportarias , cerejeira nas nossas mãos encarnadas
qual o desenho acima do real da menina que Génesis enunciou
nas somas das lindas vareiras que nas noitadas debruçadas
nas varandas namoravam com o eternizar de todas as madrugadas
ou onde renasce o Cais Do Sodré , à nascente do Rio !
mais a Norte, mais ao Norte do que ao Sul ,
onde o Horizonte é mais Belo e o Porto é mais seguro !
nas vielas que faladas na una Língua são becos
irmão que és as cinco Quinas das Vinte e sete estrelas ,
Serenata Ao Luar De Coimbra ,
Coisas Nossas pra encaixilhar no Beco Das Garrafas
nas avenidas , num qualquer viajar
"Um brinde ao dia 18, ao dia 20"
Novembro desta "Manhã De Carnaval"
Novembro deste "Povo Que Lavas No Rio"
pés na terra a caminhar na epístola de São Paulo
braços no ar a casar com as noivas de Santo António
"Os copos embriagados de vinho, vozes em cantoria, resto de noite."
qual lanterna a alumiar os olhos do fado a lacrimejar ...
do samba dançado no ar ...
"um brinde!
ao novembro dos escorpiões vagamundos."

enquanto ...
nas mochilas
a guardar para dar:
"A Vaca De Fogo"
e "Pra Não Dizer Que Não Falei De Flores"
os abraços e os beijos , a vibrar ... a vibrar ! ...


(JouElam/Luiz Sommerville Junior , sobre o poema de Yon Rique Escorpiões Vagamundos
com uma montanha de referências a outros tantos poetas "cantados ao não")

Parabéns amigo querido ! Este brinde , ou taças tilintando no silêncio
é sorvido sobre a tela do que a vida tem de mais sagrado : o que não sabemos !


18 Novembro De 2010

 
Animation By Calad


O Silêncio que matou o amor.

Postado: Luíz Sommerville Junior On quarta-feira, novembro 17, 2010 0 Carinhos de Luxo

Uns chamam de amor incondicional,
outros de teimosia prejudicial.
Não sei quem está com a razão,
sei da dor que meu trouxe esta paga
cega e desmedida,
infinita convicção.
Rumei por uma estrada de mão única,
esqueci de mim, mergulhei no teu ser,
sem desviar-me para a direita ou esquerda,
contentei-me com teu silêncio esmagador
que me contorcia a carne.
Esse silêncio tão bem guardado
e que deste só para mim,
em troca de todo o amor que te dei.
Tive fé e abri como nunca o meu coração,
vi minha esperança esfacelada numa parede,
meus sentimentos expostos,
a platéia rindo da minha confusão.
Até quando Pai, permitirás que eu me perca?
Segura minha mão, traz-me de volta,
mostra-me o caminho da verdade,
guia a minha vida,
derruba todas as máscaras,
elas dão-me medo, confundem minha alma.
Hoje passei em frente a um jardim
e vi a metamorfose de uma lagarta,
transformando-se na mais bela borboleta...
voou rumo a liberdade,
Dá-me asas como aquelas, Senhor,
permita que eu voe para longe de tudo e todos.
Me leva nos Teus braços
e me faz sorrir de novo.


Daniele Dallavecchia,17112010,17:30