Távola De Estrelas

Távola De Estrelas

Poesia Do Céu Da Boca

* Sempre DS*SD erpmeS *

Távola De Estrelas, Poesia Do Céu Da Boca, Para Mastigar Devagarinho, Deve Ser Servida À Noite E Acompanhada Dum Bom Vinho Tinto...

TEU CORAÇÃO

Postado: Daniele Dallavecchia On domingo, dezembro 12, 2010 2 Carinhos de Luxo



Teu jeitinho infantil me cativa, 
acelera os ponteiros desorientados 
do meu coração.
Não sei se é amor, ou talvez ilusão,
mas quando você toca a minha mão,
o arrepio me percorre o corpo.
Eu nunca quis te afastar,
apenas não conhecia outra maneira,
de te poupar da dor, meu bem.
O verão chega trazendo vida,
dando cor à paisagem desbotada.
Teu amor, presente de Deus,
para alguém tão imperfeita,
desfeita em tropeços, como eu.
Mas é essa tua incondicional
parceria que me faz
esquecer o anormal e 
querer viver em paz!


A música que toca o nosso amor

Postado: Daniele Dallavecchia On domingo, dezembro 12, 2010 5 Carinhos de Luxo


Meu bem, por que tantas dúvidas?
Por que não ouvir agora a música que guia
teu belo coração?
Se somos feitos das mesmas notas,
o que poderia nos separar?
O tempo?
A distância?
Como eu poderia te esquecer
se parte do que sou vem de você?
Perdoa, meu amor, se te confundi,
nunca quis te deixar triste. 
E se, com meus problemas,
tua alma sensível ofendi,
esqueça estes dilemas, 
agarra-te a esta que te ama!
A vida é curta, meu bem, 
tenho poucos anos pra morrer de amor,
cada dia um pouco,
só por você!


A menina que amava o poeta

Postado: Daniele Dallavecchia On quinta-feira, dezembro 09, 2010 1 Carinhos de Luxo











































O que me aperta mesmo o nó da alma,
não é a ausência do homem, 
não é disso que sinto falta,
mas de não receber todo dia
o encanto das cartas 
em forma de poesia.
A palavra que fascina,
que faz melodia,
colorindo meu mundo 
que era preto e branco.
Não ver mais aquelas letras 
se desdobrando
em lindas pétalas de flores 
que atapetavam meus caminhos...
Foi tão triste o fim... 
Me faz morrer aos pouquinhos...
Eu respirava os versos doces,
amargos, saltitantes 
ou enfeitados de sonhos
tão bons de se sonhar...
Mas que, sabiam por si só,
não podiam se realizar...
Ah, como era bom amar o poeta,
como era bom dormir abraçada 
às tantas cartas de amor
que enfeitavam os lençóis, 
que me acolhiam no sono do romance...
O mais lindo amor que tive...
Me ensinou a voar,
a tocar e acender estrelas no céu.
Me ensinou que a vida pode ser linda
se você dançar com as rimas,
brincar com os versos,
beijar as letrinhas que piscam...
Ah, como meu coração foi feliz,
meu coração sem seta,
no dia em que  encontrou-se
com o grande poeta!