Távola De Estrelas

Távola De Estrelas

Poesia Do Céu Da Boca

* Sempre DS*SD erpmeS *

Távola De Estrelas, Poesia Do Céu Da Boca, Para Mastigar Devagarinho, Deve Ser Servida À Noite E Acompanhada Dum Bom Vinho Tinto...

"No Princípio Era O Verbo"

Postado: Luíz Sommerville Junior On sexta-feira, agosto 23, 2013 0 Carinhos de Luxo


Quisera escrever aqui

o dia em que todas as palavras morreram

e não há no universo inteiro

cemitérios que bastem para as enterrar

nem velórios que honrem tão triste desaparecimento

acreditem ou não

a soma de todos os vocábulos é superior a tudo

por tal razão sepultaram a palavra vida

junto à sua lápide coloco uma flor silvestre , dedicada !

e ... espero ... em esperança , a ressurreição

dum novo dicionário ! ...




Luíz Sommerville Junior , 230820130043


A Mão Que Baptiza A Chuva

Postado: Luíz Sommerville Junior On domingo, agosto 11, 2013 1 Carinhos de Luxo

Acordei
com um aguaceiro
ao alto do topo avermelhado , beiral !
finos fios d´água
cabelos cristalinos das nuvens
molham com pão azul, diamante !
o haver visão , quente !
sobre a recta do ângulo , horizonte !
o fogo brando adormecendo na travesseira , do caminho
incendiando o despertar do lado que não deseja acordar
afivelando o ir ao vir , virando o rumo !
puxando ...
o singelo barco para o porto
onde o ondular do quero partir
para chegar e ser maré
corre atrás dum côro de peixes
cardume de vozes , ensaio final !
daqui a pouco, a chuva no baile de debutante
da primeira noite , da primeira virgem
cederá o lugar , ao primeiro nascimento
que será o segundo e o terceiro
todos juntos , unidos
no telhado da primeira palavra ,
estendal duma mão cheia de esperança
e outra mão plena d´alegria
entoando ...
uma trovoada de verbos erguidos

Sim, acordei
com um aguaceiro pincelando gaivotas na âncora

sim , chove para cima !




À Dani




Luiz Sommerville Junior, Set 2010 in Luso Poemas e Távola De Estrelas


És Minha Irmã

Postado: Luíz Sommerville Junior On domingo, agosto 11, 2013 0 Carinhos de Luxo




Amo a alma perfeita por te querer
podes sossegar neste meu me entregar
e nada mais desejar para o meu viver
a não ser a tua mão razão deste idolatrar

Que dos mundos sigo descuidado
livre nesta canção da tua vida
e deles rejeito a maldade, o pecado,
e proclamo a bondade tão desconhecida...

Que importa a guerra ou a hipocrisia do fanatismo?
ou a perigosa tirania do dinheiro?
se possuo a paz, a justiça e a verdade?

Juro, flor desta calma de ribeiro em dia de baptismo
tudo de ti colherei como o mais devoto jardineiro
em prece, aos pés do vestido que é a minha trindade


LSJ, 2608201017:11,  in Luso Poemas e Távola De Estrelas