A tez pálida e límpida
como mármore esculpido
o olhar cálido,
nem leve
tampouco demasiado sofrido
para saber o que é o amor,
para saber desviar-se da dor.
Cada traço do seu rosto
é rota decorada na minha íris
obssecada pela beleza única
do teu rosto másculo, sensível
Apolínico e,
ao mesmo tempo,
Dionísico...
És festa,és beleza, és vinho, és poesia
e és dor
para eu saber a dose certa
de cada sentimento
que vem de ti
e
sentir tudo na carne
como bálsamo que alivia
ou como faca
que corta lentamente...
és a dúvida e a certeza
de eu sempre querer estar lá
no lugar
onde ninguém esteve
jamais
no teu coração in natura
Daniele L. Dallavecchia da Silva
ao meu marido, com todo amor
Jorge M P Dallavecchia da Silva