Távola De Estrelas: Só Para Os Irremediavelmente Tristes

Távola De Estrelas

Poesia Do Céu Da Boca

* Sempre DS*SD erpmeS *

Távola De Estrelas, Poesia Do Céu Da Boca, Para Mastigar Devagarinho, Deve Ser Servida À Noite E Acompanhada Dum Bom Vinho Tinto...
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Tua para além de mim

Postado: Luíz Sommerville Junior On quinta-feira, janeiro 02, 2014 1 Carinhos de Luxo



Deve-se à sorte escusa e assombrosa
o destino triste que nos veste?
Deve-se ao beijo de paixão que me prendeu
à tua alma desde o dia em que me a deste?
São tantas as perguntas sem respostas
e respostas que não querem perguntas
Penso no tempo
nos dias vividos
nas noites de sobressalto
algo mudou, algo faltou meu amor?
Talvez a dor da distância
talvez a falta de tolerância?
Somos menos felizes hoje
que temos o calor um do outro?
o sorriso a qualquer hora
que acende a aurora
do nosso devaneio...
aqui
no mesmo endereço
no mesmo berço de amor
Então, meu querido
o que falta ao teu coração
para que eu te possa fazer mais feliz
do que o verso nobre de amor um dia quis?


Daniele Dallavecchia


Soneto Da Agonia

Postado: Luíz Sommerville Junior On quinta-feira, junho 07, 2012 0 Carinhos de Luxo

Pelo inferno e céu de todo dia,
Há de se ter mais amor, mais compaixão.
Tua ausência me traz essa agonia,
Há de se doar mais, espantar a solidão.

Pelo tédio e melancolia do domingo,
Há de se ter no peito quantos corações?
Se me faltam os teus doces carinhos,
há de se ficar presa como devota em orações?

E se te quero comigo um pouco, há de se pedir?
E se sinto tanto sua falta, é preciso chorar?
E se não sei onde moras, como te procurar?

E se sentes todo esse amor, por que não permitir?
E se me queres mesmo ao teu lado, é para estar.
Não me roube a solidão se não puder me amar!


Daniele Dallavecchia, 060920100024

(Imagem : Edição , montagem e computergraphy
de Luiz Sommerville Junior . Fonte : Google)


Afasia d'alma

Postado: Luíz Sommerville Junior On sábado, fevereiro 11, 2012 0 Carinhos de Luxo


O silêncio que tortura,
covardia duma alma em agonia,
voz cativa, coração em ruptura
dum sentimento em afasia
No amor, medo é loucura,
varre o passado, deixa a casa vazia
enche d'esperança a vida futura
e renasce da luz dum novo dia!



Só Para Os Irremediavelmente Tristes


Mudança de Estação

Postado: Luíz Sommerville Junior On segunda-feira, maio 02, 2011 0 Carinhos de Luxo

Fez-se inverno no meu peito,
fora de hora, sem aviso nem jeito,
despedaçando as flores do meu jardim,
nada restou... pobre de mim!

Tempestade em desalento,
arrastando o pouco que sobrou,
já não sou pessoa, sou lamento,
aquela que teu amor nunca alcançou...

Mas a semente há de germinar,
um dia, quando o verão trouxer,
a alegria, e quem sabe eu possa encontrar
o amor que me couber...

Daniele Dallavecchia


O Que Sou?

Postado: Luíz Sommerville Junior On sexta-feira, abril 08, 2011 0 Carinhos de Luxo



Tenho versos tristes, sem motivo aparente,
embora a vida me conceda belas cores,
não entendo de onde me nascem dores
sem fim... Nada me justifica nem me prende

Além daquilo que me dá vida, surpreende!
Meu vinho não é suave, ausente de sabores
comuns. Nunca me quedei a grandes amores,
sou ostra de mim, aprecio o que é diferente...

Não quero com isso dizer que não sei amar,
mas o oposto do que me sabem, é o que sou,
meu coração somente a um quis se abrir...

Há uma força que embala tudo, como o mar,
em ondas de mim, que vem e vão, assim me dou,
personagem dum livro não lido, querendo existir...



Daniele Dallavecchia


Tua Partida

Postado: Luíz Sommerville Junior On domingo, abril 03, 2011 1 Carinhos de Luxo


Queria meus dias mais calmos,
E meu alvorecer como salmos
Que a alma perturbada acalma
Mesmo quando tudo se acaba...

Queria meu sorriso mais alegre
Mas isto já não me compete...
São lembranças tristes que trago
No peito há muito  lacrado.

Queria mais lágrimas para chorar
Toda a dor que preciso desafogar,
Impossível suportar tua partida
Tendo um coração e uma vida...

Choro no teu túmulo meu luto
E toda amargura que desfruto
Nada deixastes, nem um fruto
Só um vazio imenso e tumulto.

Ah, sou mesmo triste como o canto
De dor dos devotos para seu santo
Como a estação de trem e a despedida
Levando para longe a paixão perdida.

E que importa aos outros o que sou?
Fui eu, quem ele, para sempre deixou.
Sou o destino que se desencontrou.
Sou a que no mundo sozinha ficou.


Daniele Dallavecchia   20/11/2008


O Tempo Dirá

Postado: Luíz Sommerville Junior On sábado, abril 02, 2011 0 Carinhos de Luxo

Talvez o tempo me ensine
a fechar o coração,
talvez não...
Talvez a vida me mostre
com quantas decepções
se faz uma história,
estrada enfeitada
dos meus sonhos desfeitos,
Talvez você seja só a ilusão
que o vento dissipará pelo ar,
ou talvez você seja o amor
que eu não soube conquistar...

O tempo...
o tempo me dirá...

Até lá,
deixa-me guardada
no baú dos meus sonhos,
vivendo o outro lado
do nosso desencontro...


Daniele Dallavecchia


Além mar do meu coração

Postado: Luíz Sommerville Junior On sábado, abril 02, 2011 0 Carinhos de Luxo

Noite fria de solidão,
num poema triste de mim,
versos que não encontram razão,
nesta lógica do meu fim...
Tudo é tão mórbido e desalentador,
cinza desbotando o arco-íris do meu céu,
a vida nada mais é, meu amor,
se meus sonhos estão perdidos, ao léu...
Ventania que me leva para longe,
dos encantos da infância,
e viva eu cá, nas súplicas dum Deus que não responde,
morrer na dor desta distância...


Daniele Dallavecchia


O tempo dirá...

Postado: Daniele Dallavecchia On segunda-feira, março 28, 2011 0 Carinhos de Luxo


Talvez o tempo me ensine
a fechar o coração,
talvez não...
Talvez a vida me mostre
com quantas decepções
se faz uma história,
estrada enfeitada
dos meus sonhos desfeitos,
Talvez você seja só a ilusão
que o vento dissipará pelo ar,
ou talvez você seja o amor
que eu não soube conquistar...

O tempo dirá...



Daniele Dallavecchia 28032011,23:57


Casulo

Postado: Daniele Dallavecchia On quinta-feira, fevereiro 24, 2011 0 Carinhos de Luxo



Sim, tens razão!
Me guardei neste casulo,
depois de esfacelado o coração,
deixei de viver
e desaprendi todas as canções...
Morri nas cinzas das paixões,
que me abandonaram à própria sorte...
Preciso me abrir,
respirar novos ares,
conhecer outros lugares,
ser feliz, ir além...
Renascer, crescer,
voar com estas asas novas,
sem medo de ver o novo mundo...
Mas e se eu não conseguir?

Basta!

Estou farta de pensar,
farta do meu pesar,
farta de não tentar,
bom mesmo é sentir...
E se no final eu cair...
ao menos terei conhecido
a liberdade dos voos que são sonhos
e os teus olhos...

Daniele Dallavecchia, Só para os Irremediavelmente Tristes


Devaneios

Postado: Daniele Dallavecchia On quarta-feira, fevereiro 23, 2011 0 Carinhos de Luxo



Houvesse um tempo da mais pura alegria,
onde a noite durasse apenas parte do dia,
certamente, meu caro amigo, eu lembraria...

Vivo noutra realidade, talvez minha fantasia...

Sim, de ninguém é a culpa, somente minha.
Alma encabulada, fechada, não se aninha!
Que mal há nisto? Sou da solidão vizinha,

Solitária? Não, apenas gosto de estar sozinha.

O sol convida-me para um passeio ao mar,
quanta gente, quanta beleza, quanto sonhar!
E eu ali sentada, distraída, sempre a divagar...
Ah, que sou eu aqui perdida neste lugar?


Minha mente não pára, presa ao ponteiro
do tempo do quase, o tempo inteiro...
Dor, amor,não importa o que vem primeiro,
Sou nau sem direção, Deus é o barqueiro...

Daniele Dallavecchia, Só para os Irremediavelmente Tristes


Horizonte...

Postado: Daniele Dallavecchia On terça-feira, fevereiro 22, 2011 0 Carinhos de Luxo


O que mais me dói
 é a triste realidade
que se desvenda na minha frente,
esta faca que me corta a carne,
me joga contra o muro
e de repente,
me faz ver o quanto fui inocente...
Fiz um pedestal e te canonizei,
te clamei a mais bela oração,
fiz do teu nome poesia e canção,
idolatrei um deus que não me via,
que doutros cálices de amor se servia...
Não,não posso suportar,
da pureza que te entreguei,
devolveste solidão...
Morte ao coração!
Mas não sou tão egoísta,
porque te amo
Se queres partir
vai anjo, voa rumo a tua felicidade...
te liberto, meu céu...
se você estiver feliz,
também estarei...
talvez eu não seja
o que você precisa,
talvez eu não seja aquela
que te acalma o espírito,
voa, voa, voa...
Eu sempre estarei
aqui por você,
meu eterno bem querer...


Daniele Dallavecchia, Só para os Irremediavelmente Tristes


Sei lá: destino!

Postado: Daniele Dallavecchia On terça-feira, fevereiro 22, 2011 0 Carinhos de Luxo


Amado de minha alma,
que da noite me faz dia,
ilumina com tua calma
este rosto ausente de alegria...

O inverno me tomou no verão,
e as flores de fina linhagem
morreram no meu coração,
chorei a cena desta paisagem,

Lamentei o tempo do cultivo
e por não mais ver aquela beleza...
Mas tudo tem sempre um motivo
embora me assombre esta tristeza.

Mas tu que também já foste morto
pela cicuta do amor enganado,
no instante do teu desespero, absorto,
soubeste renascer fortificado...

Segura forte a minha mão,
me ensina a ser diferente,
faz de ti a minha solução,
pois ando da sorte tão discrente...
Espero calada teu beijo paz,
a resposta é sim, ai de mim...
já não sei do que o destino é capaz,
mas não aceito que seja o meu fim...

Daniele Dallavecchia, Só para os Irremediavelmente Tristes