Távola De Estrelas

Távola De Estrelas

Poesia Do Céu Da Boca

* Sempre DS*SD erpmeS *

Távola De Estrelas, Poesia Do Céu Da Boca, Para Mastigar Devagarinho, Deve Ser Servida À Noite E Acompanhada Dum Bom Vinho Tinto...

Metafísica da Beleza in situ (sobre você)

Postado: Daniele Dallavecchia On sexta-feira, dezembro 07, 2012 2 Carinhos de Luxo

A tez pálida e límpida 
como mármore esculpido 
o olhar cálido, 
nem leve 
tampouco demasiado sofrido
 para saber o que é o amor, 
para saber desviar-se da dor. 
Cada traço do seu rosto 
é rota decorada na minha íris 
obssecada pela beleza única 
do teu rosto másculo, sensível 
Apolínico e, ao mesmo tempo, Dionísico... 
És festa,és beleza, és vinho, és poesia e és dor
para eu saber a dose certa de cada sentimento 
que vem de ti 
e sentir tudo na carne 
como bálsamo que alivia 
ou como faca que corta lentamente... 
és a dúvida e a certeza 
de eu sempre querer estar lá no lugar 
onde ninguém esteve jamais 
no teu coração in natura


Daniele L. Dallavecchia da Silva

ao meu marido, com todo amor

Jorge M P Dallavecchia da Silva


Da Fragilidade in fuga

Postado: Daniele Dallavecchia On terça-feira, dezembro 04, 2012 1 Carinhos de Luxo



A porcelana me percorre
como sangue fraco nas veias
é o medo de quebrar, de perecer,
de não ser você...
Teus olhos brilham
como cristais acesos e raros
fitam minha tez pálida
é a vida querendo explodir,
para onde vamos daqui?
A dor é tão grande
que me vejo pequenina
como boneca na palma da tua mão,
quem há de nos fazer
brotar noutro chão?
O tempo, esse destemido irmão
ora nos prende, ora nos solta a mão.
Mas quando nossa semente
florescer dentro de mim
e finalmente vir ao mundo
todos os nossos porquês morrerão
dando lugar a carne da nossa união.

Ao meu marido Jo

Daniele Dallavecchia 04122012,13:22


Do Tempo Todo

Postado: Luíz Sommerville Junior On domingo, dezembro 02, 2012 0 Carinhos de Luxo



Do tempo todo,
em que meu corpo se vê
neste mar de madeixas douradas,
livro aberto sobre a cama
onde minha alma
tão marcada pelo autor,
tantas vezes escrita
pelos sopros ternos de Neruda,
alma inquieta,
inundada pelos pontinhos
que à tardinha, em cortejos luminosos
envolvem o crepúsculo maravilhoso
que glorifica o castelo das palavras:
meu lar e minha herdade !
no clarão natural do meu leito
teu colo
que soletra
acordes pianíssimos
em beijos de A a Z...


JouElam